Na doença de PAGET, o sangramento intraoperatório é mais significativo na fase
- pré-clinica.
- lítica.
- mista.
- blástica.
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Conceito-chave
Doença de Paget óssea. É um distúrbio focal do remodelamento ósseo, com osteoclastos grandes, multinucleados e hiperativos, seguidos de formação óssea desorganizada. O osso fica aumentado de volume, mas mecanicamente fraco e muito vascularizado. Acomete pessoas acima de 50 anos; locais comuns: pelve, coluna, crânio, fêmur e tíbia.
Fases.
| Fase | Características | Vascularização |
|---|---|---|
| Lítica (osteolítica) | Reabsorção intensa; lesões em "chama de vela" nos ossos longos, osteoporose circunscrita no crânio | Máxima, osso muito vascularizado |
| Mista | Reabsorção e formação simultâneas | Alta |
| Blástica (esclerótica) | Osso espesso, denso, desorganizado | Menor |
Repercussões cirúrgicas.
- Sangramento intraoperatório: muito maior na fase lítica (e ativa), pela hipervascularização. Recomenda-se tratar com bisfosfonatos (por exemplo, zoledronato) por algumas semanas a meses antes de cirurgias eletivas, para reduzir a atividade e o sangramento.
- Deformidades (encurvamento do fêmur e da tíbia) dificultam hastes e próteses; podem exigir osteotomias.
- Osso esclerótico dificulta a fresagem e o preparo do canal.
- Maior risco de ossificação heterotópica e de pseudoartrose.
Complicações da doença. Dor óssea, deformidades, fraturas (fissuras na cortical convexa, fraturas transversas), artrose secundária, surdez, compressões neurológicas, insuficiência cardíaca de alto débito (raro), e transformação sarcomatosa (osteossarcoma) em menos de 1%.
Laboratório. Fosfatase alcalina elevada (marcador de atividade), cálcio normal.
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