O local mais frequentemente afetado nas tuberculoses ósseas docotovelo é:
- Côndilo lateral do úmero distal.
- Côndilo medial do úmero distal.
- Região proximal do rádio.
- Região proximal da ulna.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A tuberculose no cotovelo. O cotovelo é a articulação do membro superior mais acometida pela tuberculose osteoarticular. A infecção chega por via hematogênica e se instala inicialmente no osso esponjoso bem vascularizado, perto da articulação.
Onde começa: a ulna proximal. O foco mais frequente é a região proximal da ulna, o olécrano: um grande bloco de osso esponjoso subcondral, com rica rede vascular e medula. Dali a infecção rompe a cortical e invade a articulação. O úmero distal (côndilos) e o rádio proximal são acometidos com menor frequência.
A evolução.
- Fase óssea: lesão lítica no olécrano, com osteopenia e pouca reação periosteal.
- Fase sinovial: derrame, sinovite com tecido de granulação (pannus), aumento de volume fusiforme.
- Fase destrutiva: erosões nas margens articulares e, mais tarde, perda do espaço articular, subluxação, abscessos frios e fístulas.
Clínica.
- Monoartrite insidiosa, de semanas a meses.
- Atrofia do braço e do antebraço, dor moderada, sintomas constitucionais variáveis.
- Perda progressiva da extensão, porque o cotovelo inflamado se mantém em flexão (posição de maior volume capsular) e as cápsulas se retraem.
Diagnóstico. A tríade de Phemister na radiografia (osteopenia justa-articular, erosões periféricas, estreitamento lento do espaço articular), confirmada por biópsia com cultura, pesquisa de BAAR, PCR e histologia com granuloma caseoso.
Tratamento. Esquema antituberculoso prolongado, fisioterapia para manter a mobilidade, e cirurgia para desbridamento ou sequelas (artrodese ou artroplastia em casos selecionados, após a cura).
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo