Na tuberculose osteoarticular do cotovelo, o osso tipicamente acometido e o movimento mais frequentemente limitado são, respectivamente:
- A ulna e a flexão.
- O úmero e a flexão.
- A ulna e a extensão.
- O úmero e a extensão.
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Conceito-chave
Duas informações numa pergunta. A questão pede o osso de onde a doença parte e o movimento que mais se perde.
O osso: a ulna proximal. A tuberculose chega por via hematogênica e se instala no osso esponjoso bem vascularizado. No cotovelo, o foco inicial mais típico é o olécrano, na ulna proximal, uma grande massa de osso esponjoso subcondral. Do olécrano, a doença invade a articulação. O úmero distal também pode ser sede, mas com menor frequência.
O movimento: a extensão. Toda articulação inflamada com derrame busca a posição de maior volume capsular, que diminui a pressão e a dor. No cotovelo, essa posição é em torno de 70 a 80° de flexão. O paciente passa semanas com o cotovelo dobrado, e:
- a cápsula anterior e o braquial se retraem;
- o espasmo do bíceps e do braquial mantém a flexão;
- a sinovite e o tecido de granulação ocupam a fossa olecraniana, bloqueando mecanicamente a extensão.
O resultado é a perda progressiva da extensão, com a flexão relativamente preservada nas fases iniciais.
Apresentação clínica. Monoartrite arrastada, com aumento de volume fusiforme, atrofia muscular do braço e antebraço, dor moderada, às vezes fístulas e abscessos frios. Radiografia com osteopenia periarticular, erosões e preservação relativa do espaço articular no início.
Diagnóstico e tratamento. Biópsia sinovial com cultura, pesquisa de BAAR, PCR e histologia. Tratamento com esquema antituberculoso prolongado, associando fisioterapia para preservar o movimento; desbridamento cirúrgico nos casos avançados.
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