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Questão de Espondiloartrites e outras artrites (TEPOP 2024)

OsteometabólicasEspondiloartrites e outras artritesTEPOP 2024

A artrite idiopática juvenil do tipo oligoarticular, é mais comum em

  1. meninas, entre 1 e 2 anos.
  2. meninas, entre 2 e 4 anos.
  3. meninos, entre 1 e 2 anos.
  4. meninos, entre 2 e 4 anos.
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Gabarito: B · meninas, entre 2 e 4 anos.

Conceito-chave

A artrite idiopática juvenil (AIJ). É a artrite crônica mais comum da infância: inflamação articular que começa antes dos 16 anos, dura pelo menos 6 semanas e não tem outra causa identificada. A classificação da ILAR separa os subtipos pelo número de articulações e pelos achados associados.

Os principais subtipos.

SubtipoCaracterísticas
Oligoarticular4 articulações ou menos nos primeiros 6 meses; o mais comum (cerca de 50%)
Poliarticular FR negativo5 ou mais articulações
Poliarticular FR positivoSemelhante à artrite reumatoide do adulto; adolescentes
Sistêmica (doença de Still)Febre diária, exantema, hepatoesplenomegalia, serosite; risco de síndrome de ativação macrofágica
Relacionada a entesiteMeninos maiores; HLA-B27; sacroiliíte
PsoriásicaArtrite com psoríase ou dactilite

A forma oligoarticular.

  • Mais comum em meninas pequenas, com início típico entre 2 e 4 anos (pico de idade pré-escolar).
  • Acomete grandes articulações dos membros inferiores, sobretudo o joelho, depois o tornozelo. Geralmente de forma assimétrica.
  • A criança costuma ter pouca dor; os pais notam o joelho inchado e a criança mancando pela manhã.
  • FAN (ANA) positivo em boa parte dos casos.

O grande perigo: a uveíte. A forma oligoarticular com FAN positivo tem o maior risco de uveíte anterior crônica (iridociclite). Ela é silenciosa: não causa olho vermelho nem dor, e pode levar à catarata, ao glaucoma e à cegueira. Por isso, essas crianças fazem exame oftalmológico com lâmpada de fenda a cada 3 meses no início.

As repercussões ortopédicas.

  • Discrepância de membros: a inflamação do joelho estimula a fise, e o membro afetado fica mais longo.
  • Valgo do joelho e contratura em flexão.
  • Micrognatia (articulação temporomandibular) e alterações da coluna cervical em outras formas.

O tratamento. Anti-inflamatórios, infiltração intra-articular de corticoide (triancinolona), metotrexato e biológicos nos casos refratários. Fisioterapia para manter o movimento e evitar contraturas.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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