A artrite idiopática juvenil do tipo oligoarticular, é mais comum em
- meninas, entre 1 e 2 anos.
- meninas, entre 2 e 4 anos.
- meninos, entre 1 e 2 anos.
- meninos, entre 2 e 4 anos.
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Conceito-chave
A artrite idiopática juvenil (AIJ). É a artrite crônica mais comum da infância: inflamação articular que começa antes dos 16 anos, dura pelo menos 6 semanas e não tem outra causa identificada. A classificação da ILAR separa os subtipos pelo número de articulações e pelos achados associados.
Os principais subtipos.
| Subtipo | Características |
|---|---|
| Oligoarticular | 4 articulações ou menos nos primeiros 6 meses; o mais comum (cerca de 50%) |
| Poliarticular FR negativo | 5 ou mais articulações |
| Poliarticular FR positivo | Semelhante à artrite reumatoide do adulto; adolescentes |
| Sistêmica (doença de Still) | Febre diária, exantema, hepatoesplenomegalia, serosite; risco de síndrome de ativação macrofágica |
| Relacionada a entesite | Meninos maiores; HLA-B27; sacroiliíte |
| Psoriásica | Artrite com psoríase ou dactilite |
A forma oligoarticular.
- Mais comum em meninas pequenas, com início típico entre 2 e 4 anos (pico de idade pré-escolar).
- Acomete grandes articulações dos membros inferiores, sobretudo o joelho, depois o tornozelo. Geralmente de forma assimétrica.
- A criança costuma ter pouca dor; os pais notam o joelho inchado e a criança mancando pela manhã.
- FAN (ANA) positivo em boa parte dos casos.
O grande perigo: a uveíte. A forma oligoarticular com FAN positivo tem o maior risco de uveíte anterior crônica (iridociclite). Ela é silenciosa: não causa olho vermelho nem dor, e pode levar à catarata, ao glaucoma e à cegueira. Por isso, essas crianças fazem exame oftalmológico com lâmpada de fenda a cada 3 meses no início.
As repercussões ortopédicas.
- Discrepância de membros: a inflamação do joelho estimula a fise, e o membro afetado fica mais longo.
- Valgo do joelho e contratura em flexão.
- Micrognatia (articulação temporomandibular) e alterações da coluna cervical em outras formas.
O tratamento. Anti-inflamatórios, infiltração intra-articular de corticoide (triancinolona), metotrexato e biológicos nos casos refratários. Fisioterapia para manter o movimento e evitar contraturas.
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