A tuberculose osteoarticular no esqueleto apendicular acomete mais frequentemente
- ombro e cotovelo.
- punho e mão.
- quadril e joelho.
- tornozelo e pé.
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Conceito-chave
Onde a tuberculose prefere se instalar. O *Mycobacterium tuberculosis* chega ao esqueleto por via hematogênica, a partir de um foco pulmonar ou linfonodal, e se aloja em regiões de osso esponjoso bem vascularizado, rico em medula, e em articulações que suportam carga.
A distribuição.
- Coluna (mal de Pott): cerca de metade dos casos de tuberculose osteoarticular.
- No esqueleto apendicular: quadril e joelho são as articulações mais acometidas, grandes articulações de carga com metáfises e epífises volumosas.
- Depois vêm o tornozelo e o pé (calcâneo e tálus), o cotovelo (a mais comum do membro superior), o ombro, o punho e a mão.
- Na criança, os ossos curtos da mão e do pé podem ter a espina ventosa (dactilite tuberculosa), com o osso insuflado.
A apresentação. Monoartrite arrastada, de semanas a meses: dor, derrame, atrofia muscular (marcante na coxa), claudicação, dor noturna e sintomas constitucionais (febre baixa vespertina, emagrecimento, sudorese noturna). Pode haver abscessos frios e fístulas.
A radiografia. A tríade de Phemister: osteopenia justa-articular, erosões ósseas periféricas e estreitamento gradual do espaço articular. A preservação relativa do espaço nas fases iniciais diferencia da artrite piogênica, em que a cartilagem é destruída rapidamente.
O diagnóstico exige amostra de tecido: biópsia sinovial ou óssea com cultura, pesquisa de BAAR, PCR e histologia com granuloma caseoso.
O tratamento é clínico, com esquema antituberculoso prolongado; a cirurgia fica para desbridamento, abscessos, sequestros e sequelas (artrodese ou artroplastia após a cura).
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