Sobre a lesão de BANKART e o tratamento cirúrgico da instabilidade anterior, segundo o Campbell, é correto:
- a lesão de BANKART é a lesão essencial, sempre presente na instabilidade recorrente
- a maioria das estabilizações ainda é feita por via aberta
- a divisão do subescapular em L compromete a função e não deve ser usada
- a lesão de BANKART é a lesão mais observada na instabilidade recorrente, mas não é a essencial; o resultado do reparo é influenciado pelo ISIS de BALG e BOILEAU; 90% a 95% das estabilizações são artroscópicas, e na via aberta o quarto inferior do subescapular é preservado para proteger a circunflexa umeral anterior e o nervo axilar
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Conceito-chave
BANKART achou que tinha descoberto a lesão que explicava toda luxação recorrente. O Campbell corrige o mestre com delicadeza: é a lesão mais comum, mas não a única nem a essencial.
A lesão, no Campbell (cap. 47, p. 2440). O desprendimento traumático do lábio glenoidal anterior recebeu o nome de lesão de BANKART. A maioria dos autores concorda que ela é a lesão patológica mais observada na subluxação ou luxação recorrente, mas não a lesão "essencial": a instabilidade depende também da cápsula, do osso e da frouxidão.
O que influencia o resultado. Restaurada a anatomia, o resultado do reparo de BANKART é influenciado pelo ISIS (Instability Severity Index Score) de BALG e BOILEAU (Tabela 47.5), que reúne dados do questionário, do exame e da radiografia: entre eles a hiperfrouxidão, o HILL-SACHS na radiografia AP e a perda do contorno da glenoide na radiografia AP.
A via. Na tabela de tratamento preferido dos autores, 90% a 95% das estabilizações são artroscópicas. Na via aberta modificada:
- o subescapular pode ser dividido na direção das fibras ou, em pacientes musculosos, em L, o que expõe bem o intervalo rotador;
- o quarto inferior do subescapular é deixado intacto para proteger a artéria circunflexa umeral anterior e o nervo axilar (Fig. 47.26);
- a divisão preserva a função neuromuscular e reduz o risco de desinserção do tendão.
A operação original. BANKART abria o subescapular e a cápsula verticalmente, reinseria o folheto lateral da cápsula na borda anterior da glenoide e imbricava o medial, sem implantes metálicos; a desvantagem era a dificuldade técnica.
Por que esta questão foi criada. É uma gêmea das questões sobre a lesão de BANKART, o ISIS e a escolha do reparo.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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