Jovem com luxações anteriores recorrentes. Sobre a investigação por imagem, segundo o Campbell, é correto:
- a incidência de West Point serve para mostrar a lesão de HILL-SACHS
- a tomografia raramente acrescenta algo à radiografia
- a ressonância feita nos primeiros dias deve sempre ser substituída por artrorressonância
- a radiografia em rotação interna muitas vezes mostra a lesão de HILL-SACHS que não aparece nas incidências de rotina; o West Point mostra a borda anteroinferior da glenoide; a tomografia, sobretudo em 3D, é o exame mais sensível para medir a perda óssea, e a artrorressonância ajuda na lesão HAGL
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Cada exame responde a uma pergunta diferente na instabilidade. Pedir o exame certo é saber qual pergunta se quer responder: há lesão óssea, quanto osso falta, onde está a lesão de partes moles.
As radiografias, no Campbell (cap. 47, p. 2444). As incidências especiais mais usadas no consultório são:
- AP em rotação interna: muitas vezes mostra a lesão de HILL-SACHS que as incidências de rotina não mostram.
- West Point (ou ROKOUS): mostra calcificações ou pequenas fraturas da borda anteroinferior da glenoide (o BANKART ósseo).
- STRYKER notch: paciente em decúbito dorsal, com o cotovelo elevado acima da cabeça e o feixe 10 graus cefálico; é a incidência clássica para a face posterolateral da cabeça, onde fica o HILL-SACHS.
A ressonância. Indicada para as lesões de partes moles. Feita nos primeiros dias após a luxação, mostra sangue na articulação, o que ajuda a ver as estruturas e pode dispensar a artrorressonância. A artrorressonância ajuda nas lesões HAGL (avulsão umeral dos ligamentos glenoumerais), embora às vezes encubra o local exato da rotura; o livro insiste que a HAGL deve ser sempre avaliada por ressonância ou, melhor, artrorressonância.
A tomografia. Sobretudo em 3D, é o exame mais sensível para detectar e medir a deficiência óssea ou a retroversão. Indicada quando a radiografia mostra a borda da glenoide romba ou um defeito ósseo evidente, nas recidivas com trauma mínimo e nas falhas cirúrgicas. A perda óssea pode ser calculada pelo círculo do terço inferior da glenoide, com o "bare spot" como centro (Fig. 47.25).
Por que esta questão foi criada. É uma gêmea das questões sobre a incidência para o HILL-SACHS e o plano de ressonância.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo