Mulher de 45 anos com dor intensa e súbita no ombro e uma calcificação de aspecto pastoso no supraespinal. Sobre a tendinite calcária, segundo o Campbell, é correto:
- o local mais comum é a inserção do infraespinal na tuberosidade maior
- a doença aumenta o risco de rotura do manguito e indica artroscopia diagnóstica de rotina
- o local mais comum é o supraespinal, a 1,5 a 2 cm da inserção; a fase de reabsorção é a mais dolorosa, e o agulhamento guiado por ultrassom é o tratamento não operatório de escolha
- acomete sobretudo homens acima dos 70 anos
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Conceito-chave
A paciente acorda com uma dor no ombro que não deixa nem encostar o braço. A radiografia mostra uma mancha branca de bordas apagadas, "como pasta de dente", dentro do supraespinal. Paradoxalmente, essa dor terrível costuma ser o sinal de que o corpo está limpando o cálcio.
Onde e em quem. Doença dolorosa e em grande parte autolimitada, em que os tendões do manguito são infiltrados por depósitos de cálcio. O local mais comum é dentro do supraespinal, a 1,5 a 2 cm da inserção na tuberosidade maior. Começa em geral depois dos 30 anos, atinge cerca de 10% da população, e as mais afetadas são mulheres entre 30 e 60 anos; 10% têm depósitos bilaterais (Campbell, cap. 46, Calcific Tendinitis).
As fases.
- Calcificação: os depósitos se formam; na fase de repouso, a dor é mínima e a imagem é de um depósito bem delimitado.
- Reabsorção: canais vasculares surgem na periferia; cristais podem migrar para a bursa e trazer leucócitos e citocinas. É a fase mais dolorosa, e o cálcio tem aspecto de creme ou pasta de dente.
- Pós-calcificação: o tecido de granulação amadurece em colágeno alinhado, e a dor cai muito.
O tratamento. A história natural é benigna. Revisões e metanálises consideram eficazes o agulhamento guiado por ultrassom e as ondas de choque, com resolução mais rápida com o agulhamento: a melhor evidência o aponta como tratamento não operatório de escolha. Quando falha, os autores preferem a remoção artroscópica, com acromioplastia só se houver estenose subacromial. Os depósitos não aumentam o risco de rotura do manguito, e a artroscopia diagnóstica de rotina geralmente é desnecessária.
Por que esta questão foi criada. É uma gêmea da questão do TEOT que pediu o tendão e a localização do depósito. O resumo Manguito rotador: exame, roturas e tratamento resume as fases.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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