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Questão de Lesões do manguito rotador (OrtoQuestões Simulados)

Ombro e cotoveloLesões do manguito rotadorOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Rotura posterossuperior irreparável (supraespinal e infraespinal) em paciente ativo de 55 anos, sem artrose. Sobre a transferência do grande dorsal descrita por GERBER no Campbell, é correto:

  1. o tendão é passado sob o tendão conjunto e fixado na tuberosidade menor
  2. o tendão é liberado da diáfise umeral protegendo os nervos axilar e radial, passado entre o infraespinal e redondo menor e o deltoide, e fixado no úmero superolateral
  3. o tendão é fixado na glenoide, e o resultado independe da função pré-operatória
  4. a transferência é indicada para roturas anterossuperiores com o arco coracoacromial deficiente
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Gabarito: B · o tendão é liberado da diáfise umeral protegendo os nervos axilar e radial, passado entre o infraespinal e redondo menor e o deltoide, e fixado no úmero superolateral

Conceito-chave

Quando o manguito posterior não volta para a tuberosidade, o cirurgião pega emprestado um músculo que tem força e trajeto parecidos: o grande dorsal. A ideia é simples; a execução exige respeito por dois nervos que moram ao lado do tendão.

Quem vai para onde. O Campbell organiza as transferências pelo tipo de rotura (cap. 46, Massive and Irreparable Tears):

  • Posterossuperior (supraespinal e infraespinal): grande dorsal.
  • Anterossuperior (subescapular e supraespinal): peitoral maior, com o arco coracoacromial intacto.

A técnica de GERBER (Technique 46.3, Fig. 46.18):

  • Decúbito lateral; incisão superolateral; desinserção do deltoide lateral do acrômio, preservando o deltoide anterior.
  • Mobilização do manguito retraído. Se o supraespinal e o infraespinal não chegam à tuberosidade, segue-se para a transferência.
  • Incisão posterior de 12 a 15 cm na borda lateral do grande dorsal; o tendão é liberado da diáfise umeral, protegendo o nervo axilar, junto da ponta proximal do tendão, e o nervo radial, que contorna o úmero logo abaixo.
  • O tendão é passado no plano entre o infraespinal e redondo menor e o deltoide e fixado num sulco ósseo no úmero superolateral; se possível, o que restou do manguito é suturado a ele.

O que esperar. Ganhos pequenos, mas estatisticamente significativos, em movimento e força. Resultados melhores com boa flexão anterior e rotação externa ativas antes da cirurgia e com contração sincrônica do tendão transferido na eletromiografia; função ruim e fraqueza generalizada antes da cirurgia predizem mau resultado, e quem vai mal pode ficar pior do que antes.

Uma alternativa que pesa. O reparo parcial, com convergência das margens, mostrou-se superior ao desbridamento, às transferências e às augmentações nas roturas maciças irreparáveis.

Por que esta questão foi criada. É uma gêmea das questões de prova sobre a transferência do grande dorsal, que pedem o músculo e a condição para indicá-la. O resumo Manguito rotador: exame, roturas e tratamento compara as transferências.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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