Que complicação foi significativamente mais frequente no reparo do bíceps distal por incisão anterior única, no estudo randomizado citado pelo Green?
- Lesão do nervo interósseo posterior
- Neuropraxia do nervo cutâneo lateral do antebraço
- Lesão do nervo interósseo anterior
- Lesão do ramo superficial do nervo radial
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Conceito-chave
Para reinserir o bíceps na tuberosidade do rádio, o cirurgião pode fazer tudo por uma incisão anterior, na fossa antecubital, ou somar uma segunda incisão posterior para chegar à tuberosidade por trás. Cada caminho tem seu preço, e a pergunta é qual nervo sofre mais na via anterior única.
O que fica no caminho. Na fossa antecubital, logo ao lado do tendão do bíceps, corre o nervo cutâneo lateral do antebraço, o ramo final do musculocutâneo, que sai entre o bíceps e o braquial e desce para a pele da face lateral do antebraço. Para expor e afastar o tendão por uma incisão só, ele fica tracionado.
O estudo. GREWAL e colaboradores randomizaram pacientes entre o reparo por incisão única com âncoras e a técnica de duas incisões com túneis ósseos. Os resultados foram semelhantes, com duas exceções: houve aumento significativo do risco de complicações na incisão única, principalmente por neuropraxia do nervo cutâneo lateral do antebraço, e houve ganho significativo de 10% na força de flexão no grupo de duas incisões (Green, cap. 25, p. 1036).
E a outra técnica. A via de duas incisões tem suas próprias preocupações, como a sinostose radioulnar, relatada em 7% numa série; a ossificação heterotópica, embora ligada a ela, também pode ocorrer na incisão única e parece depender mais do paciente e da lesão do que da técnica (p. 1036).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 73 da SBCM 2023, que cobrou a neuropraxia frequente no reparo do bíceps por via anterior única.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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