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Questão de Fraturas do cotovelo e antebraço (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023)

Ombro e cotoveloFraturas do cotovelo e antebraçoOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre as vias de acesso para tratar a fratura do úmero distal, qual afirmação é a correta?

  1. No acesso de BRYAN-MORREY, rebate-se o aparelho extensor de medial para lateral
  2. A via paratricipital dá ampla visão da superfície articular
  3. A osteotomia do olécrano tem taxa de pseudoartrose acima de 10%
  4. Na via lateral, a musculatura e a cápsula não devem ser elevadas do epicôndilo lateral
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Gabarito: A · No acesso de BRYAN-MORREY, rebate-se o aparelho extensor de medial para lateral

Conceito-chave

O dilema das vias posteriores. Toda via posterior ao úmero distal troca visão articular por agressão ao mecanismo extensor. Quanto mais se vê da articulação, mais se mexe no tríceps ou no olécrano. O quadro de pontos críticos do Green organiza as opções (cap. 18, p. 881):

ViaO que fazVisão articular
ParatricipitalEleva o tríceps dos septos intermusculares, sem soltá-loA menor de todas; a menos agressiva ao extensor
Osteotomia do olécranoRebate o olécrano com o trícepsExcelente e direta
Bryan-MorreyRebate o mecanismo extensor de medial para lateralSemelhante às outras de preservação
TRAP (pedículo do ancôneo)Preserva a inervação e a irrigação do ancôneoSemelhante

A paratricipital. É a via posterior menos disruptiva: mobiliza o tríceps dos septos medial e lateral e da face posterior do úmero, com acesso a cerca de 95% da face posterior da diáfise (Green, cap. 18, p. 875). Serve bem para fraturas supracondilianas, transcondilianas e articulares simples, mas dá visão limitada da face posterior da tróclea e é muito difícil para fraturas articulares cominutivas (p. 875). Pode ser convertida em osteotomia do olécrano se necessário (p. 881).

A osteotomia do olécrano. Dá visão excelente e direta da superfície articular e é a escolha nas fraturas bicolunares com desvio articular (Green, cap. 18, p. 875). As complicações citadas eram pseudoartrose, retardo de consolidação e implante saliente, mas o livro diz que a evidência recente mostra que elas são bem menos frequentes do que se relatava: na série de Coles, com 70 fraturas, todas as osteotomias consolidaram, e na de Ring, com 45 pacientes, a união foi de 98% em 6 meses (p. 875). O problema mais comum é a remoção do implante por incômodo local, em 8% a 13%.

Bryan-Morrey. É a via de preservação do tríceps, muito usada para artroplastia: o nervo ulnar é liberado e protegido, e o mecanismo extensor é refletido da face posterior do úmero e do olécrano "de medial para lateral" (Green, cap. 18, p. 877 e 881). É a via clássica para fixar fraturas em idosos que podem precisar de conversão para artroplastia total.

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 49 do SIMÃO 2023, que cobrou as vias de acesso do úmero distal em afirmativas sobre a paratricipital, a osteotomia do olécrano, o Bryan-Morrey e a via lateral. As quatro ideias voltam aqui reescritas.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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