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Questão de Fraturas do cotovelo e antebraço (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023)

Ombro e cotoveloFraturas do cotovelo e antebraçoOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na classificação de HOTCHKISS das fraturas da cabeça do rádio, o que caracteriza o tipo II?

  1. Fratura cominutiva da cabeça ou do colo que exige ressecção
  2. Fratura desviada da cabeça ou do colo, reconstruível com RAFI, que pode causar bloqueio mecânico ao movimento
  3. Pequena fratura marginal da cabeça ou do colo, sem bloqueio mecânico ao movimento
  4. Fratura cominutiva da cabeça ou do colo, que pode ser reconstruída com RAFI e não bloqueia o movimento
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Gabarito: B · Fratura desviada da cabeça ou do colo, reconstruível com RAFI, que pode causar bloqueio mecânico ao movimento

Conceito-chave

Duas classificações, dois objetivos. A de Mason descreve a fratura pela imagem: tipo I, sem desvio ou setor marginal sem desvio; tipo II, setor marginal com desvio; tipo III, cominutiva envolvendo toda a cabeça (Green, cap. 19, p. 899). A de Hotchkiss foi feita para orientar o tratamento, com três tipos baseados no que se vai fazer (p. 900).

A Tabela 19.1 (Green, cap. 19, p. 900):

TipoFraturaO que define
ISem desvio ou minimamente desviada da cabeça ou do coloSem bloqueio mecânico à rotação
IIDesviada (geralmente mais de 2 mm) da cabeça ou do colo, anguladaPode ter bloqueio mecânico ou incongruência; sem cominuição grave, tecnicamente reparável com redução aberta e fixação interna; mais que uma fratura marginal
IIIGravemente cominutiva da cabeça ou do coloNão reconstruível; geralmente exige excisão (ou substituição) para o movimento

O que separa II de III. É a pergunta "dá para montar?". O tipo II é reconstruível; o III não. O Green avisa que essa distinção nem sempre é clara antes da cirurgia, e que muitas fraturas que pareciam reparáveis se revelam mais fragmentadas no intraoperatório (cap. 19, p. 899 e 900). Por isso o cirurgião deve estar preparado para substituir a cabeça quando planeja fixá-la. E todas podem ter lesões associadas: coronoide, luxação, colaterais ou membrana interóssea (nota da Tabela 19.1, p. 900).

Uma nota sobre a prova original. A alternativa dada como certa no SIMÃO 2023 descrevia o tipo II como "cominutiva reconstrutível", e a própria correção ressalvou que nenhuma alternativa estava perfeita. Pelo Green, o tipo II é desviado e sem cominuição grave; por isso a alternativa correta aqui fala em fratura desviada, reconstruível e com possível bloqueio, que é a definição da Tabela 19.1.

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 16 do SIMÃO 2023, que perguntou o que caracteriza o tipo II de Hotchkiss.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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