Comparado ao reparo artroscópico de BANKART, o reparo aberto apresenta, nas revisões sistemáticas,
- maior recidiva e maior perda de rotação externa.
- menor recidiva e maior perda de rotação externa.
- maior recidiva e menor perda de rotação externa.
- menor recidiva e menor perda de rotação externa.
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Conceito-chave
O antigo padrão-ouro. O Rockwood (capítulo 35, Operative Treatment e Outcomes) lembra que o reparo aberto de BANKART foi considerado o padrão-ouro da instabilidade anterior traumática, com recidiva tipicamente abaixo de 10%.
Prós e contras do aberto.
| Vantagens | Desvantagens |
|---|---|
| reparo mais seguro | restrição do movimento, sobretudo da rotação externa |
| maior capacidade de reduzir a redundância capsular | artrose secundária |
| tensão adequada do complexo capsuloligamentar (útil na instabilidade crônica) | fraqueza muscular; lesão do subescapular |
Por que o artroscópico venceu. Pela morbidade do aberto e pela melhora dos implantes e instrumentos, o artroscópico passou a ser o tratamento de escolha para a maioria das lesões: 90,5% das estabilizações no MarketScan de 2008 a 2012. Ele evita a lesão do subescapular e a artrofibrose, e, com âncoras e plicatura, alcançou recidivas próximas às do aberto.
O que as revisões mostram. As revisões sistemáticas e metanálises que compararam as duas técnicas favoreceram o reparo aberto quanto à recidiva, mas mostraram amplitude de movimento pós-operatória tipicamente pior com o aberto. Isso pesa sobretudo no arremessador, para quem a rotação externa é essencial.
Os números de cada lado.
- Artroscópico: recidiva de cerca de 10,7% a 13,1%; perda de rotação externa de 3 a 9 graus ao lado e 3,5 a 6 graus a 90 graus de abdução; flexão quase não muda (1 a 3 graus). Uma série de 180 pacientes aos 13 anos teve satisfação de 92,3%.
- Aberto: NEVIASER (127 pacientes, 17 anos) teve recidiva de 1,6%, com perda pequena de rotação externa (4 graus) e interna; ASES 93,5 e ROWE 91,4.
- Retorno ao mesmo nível esportivo: 71% após artroscópico e 66% após aberto (90,5% e 89% a qualquer nível).
A técnica aberta. Cadeira de praia, acesso deltopeitoral ou pela prega axilar, tenotomia da metade superior a dois terços do subescapular 1 cm medial ao tubérculo menor, capsulotomia em T, pelo menos três âncoras e desvio capsular com o braço em 30 graus de flexão e 30 graus de rotação externa, para não superapertar e perder rotação externa.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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