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Questão de Instabilidade anterior do ombro (OrtoQuestões Simulados)

Ombro e cotoveloInstabilidade anterior do ombroOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

No reparo artroscópico de BANKART em um ombro direito, a posição da âncora mais inferior e o número mínimo de âncoras preferido pelos autores são, respectivamente,

  1. 5h a 5h30, na borda da glenoide; três âncoras.
  2. 5h a 5h30, no colo da glenoide; duas âncoras.
  3. 3h, na borda da glenoide; três âncoras.
  4. 3h, no colo da glenoide; duas âncoras.
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Gabarito: A · 5h a 5h30, na borda da glenoide; três âncoras.

Conceito-chave

O reparo artroscópico é a regra. O Rockwood (capítulo 35, Operative Treatment) conta que o reparo artroscópico de BANKART substituiu o aberto como tratamento de escolha da maioria das lesões de instabilidade anterior: no banco MarketScan de 2008 a 2012, foram 90,5% das estabilizações. Com âncoras e plicatura capsular, as recidivas se aproximaram das do aberto.

Os passos-chave.

  1. Decúbito lateral (preferido pelos autores, pela tração equilibrada e melhor visão do lábio anteroinferior) ou cadeira de praia; coxim na axila para distrair a articulação.
  2. Exame sob anestesia: load and shift (1+ até a borda, 2+ além e volta, 3+ travado), amplitude e sulco em neutro e em rotação externa.
  3. Portal posterior de visualização (cerca de 2 cm abaixo e 1 cm medial ao canto posterolateral do acrômio); artroscópio de 30 graus (ou 70 graus se necessário).
  4. Portais anterolateral (trabalho) e anteroinferior "das 5h30", logo acima do subescapular, com cânula de 8 mm.
  5. Mobilizar o complexo capsulolabral da borda até ver o ventre do subescapular, para permitir o desvio (shift) da cápsula.
  6. Passador curvo cerca de 1 cm distal e 1 cm afastado da borda, desviando o complexo para cima.
  7. Primeira âncora baixa na face da glenoide: 5h30 no ombro direito, 6h30 no esquerdo.
  8. Âncoras seguintes em 4h30, 3h30 e 2h30 (direito) ou 7h30, 8h30 e 9h30 (esquerdo); os autores preferem pelo menos três âncoras.
  9. Ao final, um "bumper" de partes moles na junção condrolabial indica bom desvio.

As armadilhas da tabela de prevenções.

ErroPrevenção
âncora mais baixa alta demais (fator de falha)deve ficar entre 5h e 5h30 no direito (6h e 6h30 no esquerdo); portal anteroinferior baixo, âncora curva ou portal transubescapular
âncora no colo ou abaixo da bordafuros na borda ou levemente na face da glenoide, para o desvio ideal
desvio capsulolabral insuficientesoltar o complexo até ver o subescapular
perda da fixação ou fratura da bordaâncora maior no mesmo furo ou novo furo em outro ponto
lesão ALPSA (lábio cicatrizado medialmente no colo)visão melhor (70 graus ou pelo portal anterolateral) para soltar o lábio

Resultados. Recidiva de cerca de 10,7% a 13,1%; fatores de risco: idade jovem, mais luxações pré-operatórias, perda óssea e hiperfrouxidão capsular inferior. Perda de rotação externa de 3 a 9 graus com o braço ao lado e de 3,5 a 6 graus a 90 graus de abdução.

Ligação com a prova. Uma prova de ombro e cotovelo cobrou a âncora às 6 horas no decúbito lateral comparada à cadeira de praia (BAILE: tecnicamente mais fácil, com melhores resultados).

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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