Na remplissage associada ao reparo artroscópico de BANKART, a estrutura usada para preencher o defeito de HILL-SACHS e o momento de passar as suturas no defeito são, respectivamente,
- o tendão do subescapular; depois de tensionar o lábio anterior.
- o tendão do subescapular; antes de tensionar o lábio anterior.
- o tendão do infraespinal; antes de tensionar o lábio anterior.
- o tendão do infraespinal; depois de tensionar o lábio anterior.
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Conceito-chave
Tirar o HILL-SACHS do caminho. O Rockwood (capítulo 35, Arthroscopic Anterior Labral Repair e Figura 35-33) descreve a remplissage ("preenchimento") como um adjuvante do reparo de BANKART nos casos com HILL-SACHS off-track: o tendão do infraespinal (junto com a cápsula posterior) é tenodesado dentro do defeito da cabeça. O resultado é uma capsulotenodese do infraespinal que impede o defeito de engatar na borda anterior da glenoide.
A técnica, na ordem dos autores.
- Preparar o reparo anterior (mobilizar o lábio), sem tensioná-lo ainda.
- Bursectomia subacromial antes das âncoras, por um portal lateral; isso facilita achar e tensionar as suturas no espaço subacromial depois.
- Visualizando pelo portal anterolateral, preparar o leito do HILL-SACHS pelo portal posterior.
- Duas âncoras, nas margens inferior e superior do defeito, por portais posterolaterais acessórios (1 a 2 cm laterais ao posterior); primeiro a inferior, porque a superior colocada antes atrapalha a visão da inferior.
- Com âncoras sem nó, montar um grande colchoeiro horizontal que comprime o infraespinal no leito; tensionar só parcialmente.
- Voltar à articulação e completar o BANKART anterior.
- Só então dar a tensão final da remplissage.
Por que as suturas vêm antes. O texto é claro: as âncoras e as suturas da remplissage são idealmente colocadas e passadas antes de fixar o lábio anterior, porque, ao tensionar o lábio anterior, o espaço articular posterolateral entre o HILL-SACHS e a cápsula diminui, o que tornaria a remplissage muito mais difícil depois.
Os resultados. Os estudos iniciais foram favoráveis, e um ensaio randomizado mostrou recidiva de 4% com BANKART mais remplissage contra 18% sem ela. A remplissage também é proposta para lesões on-track com pequena distância até a luxação (8 a 10 mm, "near-track"). Ainda falta saber se o benefício se mantém a longo prazo.
Onde ela entra no algoritmo. Perda glenoidal menor que 13,5% a 17,3% com HILL-SACHS off-track: BANKART (artroscópico ou aberto) mais remplissage, ou LATARJET. Com perda maior, a remplissage não basta, porque o problema passa a ser a glenoide.
Ligação com a prova. A banca perguntou o que é a remplissage, com resposta "tenodese do tendão infraespinhoso" (TARO 2021), e quando ela é indicada, com resposta "BANKART ósseo menor que 25% e lesão off-track" (TARO 2022).
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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