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Questão de Instabilidade anterior do ombro (OrtoQuestões Simulados)

Ombro e cotoveloInstabilidade anterior do ombroOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na avaliação da lesão bipolar, a largura do glenoid track e a condição para a lesão de HILL-SACHS ser off-track são, respectivamente,

  1. 50% do diâmetro da glenoide intacta menos o defeito; intervalo de HILL-SACHS menor que o track.
  2. 50% do diâmetro da glenoide intacta menos o defeito; intervalo de HILL-SACHS maior que o track.
  3. 83% do diâmetro da glenoide intacta menos o defeito; intervalo de HILL-SACHS menor que o track.
  4. 83% do diâmetro da glenoide intacta menos o defeito; intervalo de HILL-SACHS maior que o track.
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Gabarito: D · 83% do diâmetro da glenoide intacta menos o defeito; intervalo de HILL-SACHS maior que o track.

Conceito-chave

Olhar os dois lados da articulação. O Rockwood (capítulo 35, Evaluation of the Hill-Sachs Lesion e Figura 35-24) explica que, além da perda glenoidal, importam o tamanho e a posição do HILL-SACHS. O conceito de glenoid track classifica a lesão como on-track (dentro do track, sem risco de engate) ou off-track (fora do track, com risco de engate e luxação). Um HILL-SACHS que engata reduz a perda glenoidal tolerável, criando uma interação complexa entre os dois defeitos.

O cálculo, passo a passo.

  1. TC das duas glenoides.
  2. Medir o diâmetro (largura) da glenoide intacta (D) e calcular 83% dele (0,83D), que corresponde à margem medial do track.
  3. Aplicar esse valor na glenoide lesada, vista de frente.
  4. Se houver defeito glenoidal, subtrair sua largura (d): track = 0,83D menos d.
  5. Na vista posterior da cabeça, demarcar o intervalo de HILL-SACHS (HSI): da margem medial do defeito até a inserção lateral do manguito.
  6. Comparar:
SituaçãoClassificaçãoRisco
HSI menor que o trackon-tracksem risco de engate na borda anterior
HSI maior que o track (margem medial além do track)off-trackrisco de engate

Por que a perda glenoidal entra na conta. Quanto maior o defeito glenoidal (d), mais estreito o track; um mesmo HILL-SACHS pode ser on-track com a glenoide inteira e off-track com a glenoide erodida. Por isso as lesões bipolares precisam de TC 3D: NAKAGAWA encontrou lesão bipolar em 33% na instabilidade primária e 62% na recidivante, com falha de 29% nessas lesões.

O que fazer com cada uma (Algoritmos 35-1 e 35-2).

Perda glenoidalHILL-SACHSConduta
menor que 13,5% a 17,3%on-trackBANKART artroscópico ou aberto
menor que 13,5% a 17,3%off-trackBANKART + remplissage, ou LATARJET
17,4% a 30%qualquerLATARJET
mais de 30%qualquerenxerto ósseo glenoidal

O conceito em evolução. A distância até a luxação (DTD): lesões on-track com pequena distância (8 a 10 mm, "near-track") também falham mais após BANKART, e a remplissage pode ajudar.

Ligação com a prova. A banca cobrou: "quando a largura do defeito de HILL-SACHS é menor que o glenoid track, a cirurgia melhor indicada é o reparo labral artroscópico, pois o risco de enganche é baixo" (TEOT 2021); remplissage com BANKART ósseo menor que 25% e off-track (TARO 2022).

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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