Na instabilidade anterior, a perda óssea glenoidal chamada de subcrítica por SHAHA, a partir da qual os escores (WOSI) pioram mesmo sem nova luxação após o reparo de BANKART artroscópico, é de
- 8,5%.
- 10%.
- 13,5%.
- 25%.
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Conceito-chave
O limite que caiu. O Rockwood (capítulo 35, Critical Glenoid Defect Size) mostra que o tamanho do defeito ósseo da glenoide é um grande fator de risco de falha do reparo artroscópico de BANKART, por alterar a mecânica e a estabilidade. A prevalência de lesões da borda glenoidal chega a 90% na instabilidade recidivante (50% BANKART ósseo e 40% erosão anterior). A glenoide em "pera invertida" corresponde a perda de 25% a 27% da largura anteroinferior (LO).
A evolução dos cortes.
| Autor | Corte | Achado |
|---|---|---|
| BURKHART | mais de 25% | 67% de recidiva após reparo artroscópico (contra 4% sem perda importante) |
| definição histórica | 20% a 25% | "crítica": tratar com procedimento ósseo na primeira cirurgia |
| biomecânica | mais de 21% do comprimento | instabilidade e limitação de movimento após BANKART |
| biomecânica recente | 15% ou mais da largura | o reparo de partes moles não restaura a translação normal |
| SHAHA | 13,5% (subcrítica) | WOSI clinicamente pior mesmo sem nova luxação |
| SHIN | 17,3% | falha de 3,7% abaixo e 42,9% acima |
O estudo de SHAHA. Em 75 militares com instabilidade anterior submetidos a reparo artroscópico, divididos em quartis de perda óssea, os que falharam por recidiva tinham perda maior (25% contra 13%). Mas, além disso, perdas acima de 13,5% levaram a escores WOSI clinicamente piores, com resultado inaceitável relatado pelo paciente, mesmo sem nova luxação. Os autores recomendaram tratar a perda subcrítica com LATARJET ou um procedimento combinado.
Como o capítulo usa os dois números. A perda crítica que muda a indicação de BANKART artroscópico para procedimento ósseo fica entre 13,5% e 17,3%. Nos pacientes de maior risco (homens jovens, esporte de contato), usa-se o limite inferior (13,5%); nos de baixa demanda, o superior (17,3%). A decisão é compartilhada.
Como medir. TC com reconstrução 3D e subtração da cabeça; o método do círculo (o mais usado) ajusta um círculo à parte inferior da glenoide e compara a área ou a largura perdida; SUGAYA calcula a largura anterior perdida sobre o diâmetro do círculo inferior. A RM com o método do círculo diferiu só 1,3% da TC (GYFTOPOULOS). OWENS propôs a largura normal da glenoide: um terço da altura mais 15 mm no homem e mais 13 mm na mulher.
Ligação com a prova. A banca cobrou a perda óssea por caso clínico (12,5% e on-track: BANKART artroscópico, prova sem ano) e a remplissage com BANKART ósseo menor que 25% e off-track (TARO 2022), com o corte histórico de 25%. O livro atual traz os cortes de 13,5% e 17,3%.
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