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Questão de Instabilidade anterior do ombro (OrtoQuestões Simulados)

Ombro e cotoveloInstabilidade anterior do ombroOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na primeira luxação anterior do ombro, a metanálise de ensaios randomizados com 632 pacientes que comparou a imobilização em rotação externa com a imobilização em rotação interna encontrou

  1. recidiva de 0% com rotação externa, contra 45% com rotação interna.
  2. menor recidiva com rotação externa apenas abaixo de 30 anos.
  3. maior recidiva com rotação externa, por pior adesão.
  4. nenhuma diferença na recidiva, na adesão e na qualidade de vida.
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Gabarito: D · nenhuma diferença na recidiva, na adesão e na qualidade de vida.

Conceito-chave

A ideia de ITOI. O Rockwood (capítulo 35, Nonoperative Treatment, Outcomes) conta que ITOI popularizou a imobilização em rotação externa após a luxação anterior aguda. Num estudo de RM, ele mostrou que a rotação externa aproxima melhor a lesão de BANKART do colo da glenoide do que a posição convencional em rotação interna. A lógica é que, em rotação externa, o subescapular e a cápsula anterior se tensionam e empurram o lábio de volta ao lugar.

O primeiro estudo clínico. Em 40 pacientes com luxação aguda imobilizados em rotação interna ou externa, houve diferença significativa na recidiva abaixo de 30 anos: 0% com rotação externa contra 45% com rotação interna, com seguimento médio de 15,5 meses.

O que veio depois. Vários ensaios recentes não mostraram diferença conforme o tipo de imobilização. Numa metanálise de ensaios randomizados com 632 pacientes, comparando rotação externa e interna após a primeira luxação anterior, não houve diferença significativa na recidiva, na adesão nem na percepção de qualidade de vida dos pacientes.

E a duração da imobilização. HENRY e GENUNG compararam 120 atletas jovens (média de 19 anos) imobilizados por 3 a 6 semanas com tipoia e faixa contra não imobilizados: 90% de recidiva nos imobilizados e 85% nos não imobilizados em 18 meses; o tempo de imobilização não alterou a recidiva, e 66% acabaram operados. Foi um dos primeiros estudos a sugerir que o atleta jovem merece consideração cirúrgica já após a primeira luxação.

Cirurgia contra conservador no primeiro episódio.

EstudoConservadorCirurgia
WHEELER (cadetes militares)92% de recidiva22%
ARCIERO (cadetes)80%14%
BOTTONI (randomizado, atletas jovens)75%11,1%
JAKOBSEN (15 a 39 anos, 8 anos)74% insatisfatórios72% bons ou excelentes
lavagem artroscópica contra BANKART (14,2 anos)47%12%

Ligação com a prova. A banca cobrou o tempo de imobilização como distrator do principal fator de recidiva (TARO 2010). A imobilização em rotação externa é a mesma armadilha com roupa nova: uma ideia biologicamente lógica que não se confirmou nos ensaios.

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