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Questão de Instabilidade anterior do ombro (OrtoQuestões Simulados)

Ombro e cotoveloInstabilidade anterior do ombroOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Após a primeira luxação anterior traumática, o maior preditor de recidiva e o grupo com maior sucesso do tratamento conservador são, respectivamente,

  1. a participação em esporte de colisão; jovens que não praticam esporte.
  2. a idade; pacientes mais velhos que não praticam esporte.
  3. a idade; jovens que não praticam esporte.
  4. a participação em esporte de colisão; pacientes mais velhos que não praticam esporte.
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Gabarito: B · a idade; pacientes mais velhos que não praticam esporte.

Conceito-chave

A história natural decide o tratamento. O Rockwood (capítulo 35, Nonoperative Treatment) afirma que os resultados do tratamento conservador da instabilidade anterior são variáveis e dependem de fatores do paciente: idade, sexo e nível de atividade. E é direto: o maior preditor de nova instabilidade após uma luxação anterior é a idade do paciente. A participação em esporte competitivo de contato ou colisão é outro fator de alto risco. Por isso, pacientes mais velhos e que não praticam esporte formam o grupo com maior sucesso do tratamento conservador após o primeiro episódio.

Os números que sustentam isso.

EstudoAchado
SIMONET (116 pacientes, 4,6 anos)recidiva geral de 33%; 66% abaixo de 20 anos; 82% em atletas contra 30% em não atletas
metanálise de 15 estudos de nível I e IIrecidiva geral de 21%, próxima de 80% em homens com menos de 20 anos
ROBINSON (252 pacientes com menos de 35 anos)55,7% em 2 anos e 66,8% em 5 anos; homens jovens com o maior risco
HENRY (121 atletas, idade média de 19 anos)88% de recidiva, todas antes de 18 meses
HOVELIUS (257 pacientes com menos de 40 anos, 25 anos)cerca de dois terços com artrose; quase metade dos menores de 25 anos operados

A idade não protege para sempre. O capítulo faz uma ressalva: o benefício da idade não é indefinido. Pacientes mais velhos têm mais risco de fratura da borda glenoidal (BANKART ósseo) ou de rotura do manguito, que podem exigir cirurgia. O limite inferior da faixa que vai bem sem cirurgia fica em torno de 25 a 35 anos.

Quando não insistir no conservador. Idade abaixo de 30 anos, esporte de contato, instabilidade recidivante, impossibilidade de exercer o trabalho ou o esporte com segurança, e perda óssea umeral ou glenoidal importante. No algoritmo dos autores, a primeira luxação abaixo de 14 anos (fise aberta) vai para fisioterapia; entre 14 e 30 anos, o atleta de alta demanda ou contato faz artrorressonância e é operado se houver lesão de BANKART; acima de 30 anos e de baixa demanda, fisioterapia.

Ligação com a prova. É o fato mais carimbado do tema: "o principal fator para recorrência das luxações é a idade" (TARO 2024), "o fator que, isoladamente, mais influencia no índice de recidiva é a idade" (TARO 2012) e "o principal fator que determina a recidiva é a idade" (TARO 2010). Os distratores foram esporte de colisão, arremesso, hiperfrouxidão, lesão de BANKART, direção da luxação e tempo de imobilização.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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