Paciente com dor no ombro esquerdo após trauma mantém o braço em rotação interna e adução, sem rotação externa. As radiografias em incidência de GRASHEY (A) e axilar (B) estão a seguir. O diagnóstico é

- luxação posterior travada com HILL-SACHS reverso.
- luxação anterior com lesão de HILL-SACHS.
- ombro reduzido com fratura da borda posterior da glenoide.
- luxação inferior (luxatio erecta).
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Conceito-chave
A luxação que se esconde. O Rockwood (capítulo 35, Mechanisms of Injury, Signs and Symptoms e Figura 35-5) descreve a luxação posterior como facilmente perdida. A Figura 35-5 é o exemplo: na incidência de GRASHEY (AP verdadeira), o ombro parece centrado e reduzido; na axilar, a cabeça umeral está luxada para posterior e travada na glenoide, com um grande HILL-SACHS reverso (seta).
O mecanismo. Quedas e lesões esportivas podem causar luxação posterior, mas crises convulsivas e eletrocussão são mecanismos comuns. Elas podem produzir uma luxação posterior travada porque a massa muscular dos rotadores internos anteriores (subescapular, deltoide anterior e peitoral maior) supera a dos rotadores externos posteriores (infraespinal, redondo menor, deltoide posterior e grande dorsal), agindo sobre um membro em rotação interna e adução.
O exame. O braço fica em rotação interna e adução; faltam a rotação externa e a flexão anterior. A ausência de deformidade visível e a "posição de tipoia" do braço explicam o diagnóstico perdido ou tardio. Na luxação posterior pode aparecer um sulco anterior (na anterior, posterior).
A imagem que resolve.
| Situação | Incidência |
|---|---|
| paciente consegue abduzir | axilar, padrão para a relação cabeça-glenoide e para a lesão óssea |
| não consegue abduzir (dor) | perfil escapular em Y ou VELPEAU |
| alternativa confortável | axilar modificada (sentado, braço a 60 graus, ou inclinado para frente) |
O dado de XU. Numa revisão de 150 luxações posteriores, o diagnóstico inicial foi perdido em 73%, por falta de axilar, perfil em Y ou TC; 147 dos 150 tinham só AP ou perfil. Com axilar ou Y depois, o diagnóstico foi confirmado em 100%. SILFVERSKIOLD mostrou que axilar e Y deram o mesmo diagnóstico em 92% dos casos, e 81% dos pacientes preferiram o Y, menos doloroso.
Tratamento. Na classificação ABC de MORODER e SCHEIBEL, a primeira luxação posterior com engate temporário é A2; defeitos críticos da cabeça ou da glenoide na luxação travada exigem redução fechada ou aberta com possível reconstrução conforme o tamanho. As fraturas-luxações posteriores travadas são indicação cirúrgica.
Ligação com a prova. A banca cobrou a lesão anteromedial da cabeça na luxação posterior (MCLAUGHLIN, TARO 2007 e 2008), o tratamento do HILL-SACHS reverso de 25% (TARO 2018, TEOT 2023), a incidência de VELPEAU para o sentido da luxação (TARO 2009) e a linha de MOLONEY por imagem (prova de ombro).
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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