Na avaliação das lesões labrais glenoidais, a linha do equador (entre as posições 3 e 9 horas) divide a glenoide em duas regiões. As lesões localizadas acima da linha são frequentemente associadas à:
- Tendinite calcárea.
- Artrose glenoumeral.
- Instabilidade do ombro.
- Lesão do manguito rotador.
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Conceito-chave
O lábio glenoidal tem funções diferentes conforme o território. A linha entre três e nove horas divide a glenoide em regiões superior e inferior. Superiormente, o complexo bicipitolabral e as lesões SLAP, lesões superiores que se estendem de anterior para posterior, podem coexistir com doença do manguito rotador. Inferiormente, o complexo capsulolabral tem relação fundamental com a estabilidade, especialmente nas lesões anteroinferiores de Bankart.
A prova usa essa divisão como associação clínica predominante: acima do equador, manguito; abaixo, instabilidade. Isso é uma orientação, não uma lei anatômica. Lesões superiores também podem ocorrer em atletas de arremesso ou junto de instabilidade. Além disso, alterações labrais na ressonância tornam-se mais comuns com a idade e nem sempre explicam os sintomas.
Na prática, deve-se integrar a localização da lesão, a idade, o exame e a presença de ruptura do manguito. Encontrar uma alteração superior não significa que ela deva ser reparada automaticamente. A questão pede a associação mais frequente segundo o esquema apresentado, sem oferecer dados para indicar uma cirurgia.
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