Paciente sentiu dor e limitação dos movimentos do ombro direito após queda ao praticar judô. Ao exame clínico, aparentava deslocamento inferior do ombro com a clavícula proeminente, mas redutível. Ao exame por imagens, apresentava deslocamento superior da clavícula em 80% da margem articular acromioclavicular. Segundo Rockwood, trata-se de uma luxação acromioclavicular do tipo:
- I;
- II;
- III;
- IV;
- V
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Conceito-chave
Luxação acromioclavicular tipo III de Rockwood. Há ruptura dos ligamentos acromioclaviculares e coracoclaviculares. Sem esses ligamentos, o peso do membro superior faz a escápula e o ombro descerem, e a clavícula parece subir (na verdade, a clavícula fica no lugar, presa pelo esternocleidomastóideo e pelo trapézio, e o ombro cai).
Radiografia. A clavícula fica deslocada superiormente em relação ao acrômio entre 25% e 100% da largura da clavícula (ou da articulação), e a distância coracoclavicular aumenta de 25% a 100% em relação ao lado normal. A deformidade costuma ser redutível ao elevar o braço.
| Tipo | Deslocamento superior |
|---|---|
| I | Nenhum |
| II | Menor que 25% (subluxação) |
| III | 25% a 100% |
| IV | Posterior (através do trapézio) |
| V | 100% a 300%, com lesão da fáscia deltotrapezoidal; não redutível |
| VI | Inferior (subacromial ou subcoracoide) |
Tratamento do tipo III. É o mais controverso. A maioria dos pacientes evolui bem com tratamento conservador (tipoia por curto período e reabilitação). A cirurgia é considerada em trabalhadores braçais, atletas de arremesso e pacientes com dor ou disfunção escapular persistentes. A ISAKOS subdividiu em IIIA (estável) e IIIB (instável no plano horizontal, com discinesia escapular), esta com maior benefício cirúrgico.
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