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Questão de Lesões do manguito rotador (ENARE R4 Ortopedia 2025)

Ombro e cotoveloLesões do manguito rotadorENARE R4 Ortopedia 2025

Em relação as lesões traumáticas do cotovelo, é correto afirmar que:

  1. a cabeça radial é um importante estabilizador secundário do varo do cotovelo;
  2. a faceta medial do coronóide é importante para a estabilidade do valgo do cotovelo;
  3. o feixe posterior do ligamento colateral medial é o estabilizador mais importante do estresse em valgo no cotovelo;
  4. a fratura anteromedial do coronoide, associada à ruptura do ligamento colateral lateral, resulta na instabilidade rotatória posterolateral do cotovelo;
  5. a fratura de Monteggia tipo III de Bado se refere a uma fratura da ulna distal ao processo coronoide associada ao deslocamento posterior da cabeça radial.
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Gabarito: D · a fratura anteromedial do coronoide, associada à ruptura do ligamento colateral lateral, resulta na instabilidade rotatória posterolateral do cotovelo;

Conceito-chave

Esta questão junta cinco afirmações sobre quem segura o cotovelo, e cada uma testa uma direção diferente de força. O jeito de resolver é lembrar que cada estabilizador tem a sua direção.

Primários e secundários. No Rockwood and Green (10ª ed., cap. 40), os estabilizadores primários são o coronoide, o colateral medial e o colateral lateral; os secundários são a cápsula, a articulação radiocapitelar e as origens musculares. A cabeça do rádio é estabilizadora secundária contra o valgo; o coronoide é o primário contra o varo e pesa também contra forças axiais e rotatórias.

O lado medial. O colateral medial tem feixe anterior e posterior. O anterior, do epicôndilo medial ao tubérculo sublime, é o estabilizador-chave contra o valgo; o posterior é um freio secundário.

A faceta anteromedial. Sob pronação, varo e carga axial, a tróclea esmaga a faceta anteromedial do coronoide, quase sempre com avulsão do colateral lateral. O capítulo chama esse padrão de instabilidade rotatória posteromedial em varo e mostra que até fragmentos de 5 mm alteram a cinemática em varo. Só quando o fragmento leva o tubérculo sublime (o subtipo 3) soma-se instabilidade em valgo, porque ali se insere o feixe anterior do medial.

Monteggia posterior. As fraturas-luxações posteriores da ulna proximal são Monteggia posteriores, Bado tipo II. Jupiter subdivide o tipo II pelo nível: IIA no coronoide, IIB distal ao coronoide, IIC na diáfise, IID complexa.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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