Um paciente de 50 anos apresenta dor súbita no ombro direito e limitação dos movimentos, especialmente na rotação externa e abdução, após uma partida de tênis há 6 meses. A ressonância magnética demonstra ruptura do tendão do músculo supraespinhoso com retração de 1,0 cm e Guttalier II. O tratamento mais indicado nesse caso é:
- imobilização com tipoia por 6 semanas;
- administração de anti-inflamatórios e fisioterapia;
- uso de analgésicos opioides para controle da dor;
- infiltração com corticosteroides ou ortobiológicos;
- cirurgia de reparo do manguito rotador.
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Conceito-chave
Reparabilidade não é sinônimo de indicação automática. Aos 50 anos, com perda funcional por seis meses, retração de apenas 1 cm e Goutallier II, o tendão ainda parece passível de reparo e o músculo não apresenta infiltração gordurosa avançada. Por isso a banca favorece o reparo cirúrgico. Na prática, é preciso confirmar a espessura e a extensão da ruptura, a intensidade do déficit, a demanda do paciente e o que já foi tentado. A diretriz da AAOS reconhece melhora com fisioterapia mesmo em rupturas completas sintomáticas, embora algumas aumentem e desenvolvam atrofia ao longo dos anos. Assim, não se deve afirmar que o tratamento conservador necessariamente falhará neste caso.
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