Sobre o retalho de antebraço baseado na artéria radial (retalho chinês), pode-se afirmar que
- possui pouca versatilidade para cobertura no membro superior;
- um estudo demonstrou que a artéria radial é o vaso dominante na mão em 22% dos casos;
- o retalho não pode ser utilizado para cobertura do cotovelo;
- a pobre cosmese da região doadora é uma desvantagem.
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Conceito-chave
Esta prova (PUC-SP 2023) não tem gabarito oficial confiável no acervo; a resposta indicada é a que a bibliografia sustenta.
O retalho antebraquial radial (retalho chinês) é um dos retalhos mais versáteis do membro superior. É fasciocutâneo (Cormack e Lamberty tipo C), baseado na artéria radial e nas perfurantes do septo intermuscular lateral.
Usos
- pediculado retrógrado (fluxo pela artéria ulnar e arco palmar): dorso e palma da mão, primeiro espaço, polegar;
- pediculado anterógrado: cotovelo e braço distal;
- livre: cabeça e pescoço (reconstrução de língua, faringe), pênis, mão contralateral;
- composto: com tendão (palmar longo), nervo (cutâneo lateral do antebraço, retalho sensível), osso (segmento do rádio) ou fáscia isolada.
Desvantagens
- sacrifica a artéria radial: é obrigatório o teste de Allen (ou Doppler) para confirmar a circulação pela ulnar; em alguns casos se reconstrói a radial com enxerto venoso;
- área doadora com estética ruim: enxerto de pele sobre os tendões flexores, cicatriz visível, risco de exposição tendínea e de lesão do ramo superficial do radial;
- pode haver intolerância ao frio.
Alternativas que preservam a artéria radial: retalho de perfurante da radial, retalho interósseo posterior, retalho ulnar (Becker).
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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