Sobre a luxação congênita da cabeça do rádio, pode-se afirmar que
- é usualmente unilateral;
- a cabeça do rádio desloca-se mais comumente para lateral;
- a cirurgia frequentemente é necessária na infância;
- o diagnóstico geralmente é confirmado por radiografia, pois a cabeça do rádio não está alinhada com o capítulo. Outras anormalidades radiográficas incluem a cabeça do rádio de forma ovoide e hipoplasia do capítulo.
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Conceito-chave
Esta prova (PUC-SP 2023) não tem gabarito oficial confiável no acervo; a resposta indicada é a que a bibliografia sustenta.
A luxação congênita da cabeça do rádio é a anomalia congênita mais comum do cotovelo, muitas vezes percebida só na infância tardia ou adolescência, quando a criança tem limitação da pronossupinação ou uma saliência no cotovelo.
Características
- geralmente bilateral;
- direção mais comum: posterior (depois anterior e lateral);
- frequentemente associada a síndromes (Nail-patella, Klippel-Feil, Ehlers-Danlos, Cornelia de Lange, Silver-Russell, sinostoses);
- pouca dor na infância; pode doer na adolescência ou na vida adulta pelo atrito da cabeça deformada.
Radiografia: como diferenciar da luxação traumática (Monteggia não diagnosticada)
| Congênita | Traumática (Monteggia antiga) |
|---|---|
| Bilateral, sem história de trauma | Unilateral, com trauma |
| Cabeça do rádio ovoide, convexa (sem a concavidade normal) | Cabeça côncava normal |
| Capítulo hipoplásico | Capítulo normal |
| Rádio longo em relação à ulna, ulna sem deformidade de fratura | Ulna com sinais de fratura antiga ou curvatura |
Tratamento
Na maioria, observação: a função costuma ser boa. A cirurgia raramente é necessária na infância (a redução tende a falhar). Em adolescentes ou adultos com dor ou bloqueio, faz-se excisão da cabeça do rádio após a maturidade esquelética.
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