Considera-se que até 80% de ressecção do olécrano não traz prejuízo da estabilidade articular, desde que o processo coronóide e as estruturas anteriores estejam intactos.
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Conceito-chave
Olécrano e coronoide têm funções diferentes. O olécrano forma a parte posterior da incisura troclear da ulna, recebe o tríceps e limita parte da translação. O coronoide é o batente anterior mais importante contra a luxação posterior. Se o coronoide, a cápsula anterior e os ligamentos estão preservados, a perda de uma porção extensa do olécrano pode ser tolerada sem instabilidade grosseira.
O número não é licença para ressecar tudo. A referência clássica de ressecção de até cerca de 80% do olécrano depende da preservação dessas estruturas estabilizadoras. A estabilidade também depende de congruência articular, cabeça do rádio e complexos ligamentares. Por isso, a mesma ressecção pode ser desastrosa numa fratura-luxação com coronoide lesado ou colaterais rotos.
A extensão deve ser reconstruída. Após excisão de fragmento proximal irrecuperável, o tríceps precisa ser reinserido de forma eficaz na ulna. Avaliam-se o arco de movimento, a força extensora e a estabilidade sob estresse. Quando há osso e cartilagem recuperáveis, a fixação do olécrano continua preferível em muitos pacientes, especialmente os de maior demanda.
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