Na lesão de MONTEGGIA tipo III de BADO, a fratura da ulna é mais proximal do que nos tipos I e II.
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Conceito-chave
Para classificar uma Monteggia, Bado olhou para uma coisa só: para onde foi a cabeça do rádio. A pergunta da prova parece ser sobre outra variável, a altura em que a ulna quebrou, mas as duas estão ligadas pelo mesmo mecanismo, e entender essa ligação resolve a questão.
Como a lesão se forma. A Monteggia é a fratura da ulna com luxação da cabeça do rádio. Uma força de flexão dobra a ulna, o osso quebra, a membrana interóssea se rompe do foco até a radioulnar proximal e o ligamento anular cede. A cabeça do rádio sai na direção do ápice da deformidade da ulna. É por isso que Bado pôde classificar pela direção da cabeça: ela e o ápice da ulna apontam para o mesmo lado (Rockwood and Green, 10ª ed., cap. 42).
Onde a ulna quebra em cada tipo. Pela tabela do capítulo:
| Tipo | Cabeça do rádio | Ulna | Em quem |
|---|---|---|---|
| I | Anterior | Diáfise, qualquer nível, ápice anterior | Mais frequente na criança |
| II | Posterior ou posterolateral | Diáfise, ápice posterior | Até 80% das Monteggia do adulto |
| III | Lateral ou anterolateral | Metáfise | Quase exclusivo da criança |
| IV | Anterior | Terço proximal, com o rádio fraturado no mesmo nível | Exclusivo do adulto |
A metáfise fica entre a diáfise e a extremidade articular. Como a fratura do tipo III é metafisária e as dos tipos I e II são diafisárias, o traço do III está, no padrão típico, mais perto do cotovelo. Faz sentido mecânico: uma pancada que empurra o cotovelo para fora dobra a ulna logo abaixo da articulação, e a cabeça do rádio escapa para lateral, acompanhando esse ápice.
Onde a regra fica imprecisa. O tipo II não é tão comportado. Jupiter observou que a fratura dele costuma estar na diáfise proximal, mas pode subir para a metáfise ou até a epífise, e o subdividiu em IIA (através do coronoide), IIB (junção metáfise-diáfise), IIC (diafisária) e IID (do olécrano até a diáfise). Um Bado IIA é mais proximal que muitos tipo III. Por isso a afirmação vale como descrição do padrão típico de cada tipo, não como critério de classificação: o que define o tipo continua sendo a direção da cabeça.
No resumo de diáfise do rádio e da ulna, a seção sobre Bado e Jupiter tem a figura dos quatro tipos e a subdivisão do tipo II pela altura do traço.
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