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Questão de Lesões do manguito rotador (TARO 2006)

Ombro e cotoveloLesões do manguito rotadorTARO 2006

Na fratura cominutiva da cabeça do rádio, sua excisão isolada é contra-indicada se houver associação com ruptura do ligamento colateral medial do cotovelo ou com a lesão de ESSEX

  1. Certo
  2. Errado
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Gabarito: –

Conceito-chave

A cabeça do rádio não é apenas um fragmento que pode ser retirado por estar cominutivo. Se o colateral medial rompeu, ela ganhou importância como apoio contra o valgo; se há Essex-Lopresti, ela é parte da contenção do comprimento do rádio. A ressecção isolada retira justamente esse apoio restante. A afirmação é certa.

O colateral medial é um estabilizador primário, enquanto a articulação radiocapitelar é secundária contra o valgo. Com o medial insuficiente, perder a cabeça aumenta a instabilidade. Por isso o capítulo recomenda preservar ou substituir a cabeça quando há lesão dos colaterais, coronoide ou luxação associada, em vez de ressecá-la sem repor (Rockwood, 10ª ed., cap. 40, “Com cirurgia: retirar, fixar ou trocar”).

Na Essex-Lopresti, a fratura radial proximal vem com ruptura da membrana interóssea e da radioulnar distal. Sem essas conexões, o rádio pode migrar proximalmente; retirar sua cabeça elimina o apoio proximal e agrava a instabilidade longitudinal. Dor no punho ou na radioulnar distal deve ser procurada em toda fratura da cabeça, mesmo quando o paciente se queixa mais do cotovelo.

A contraindicação é à excisão isolada nesse contexto, não a toda cirurgia de uma cabeça cominutiva. Se a cabeça é reconstruível, pode ser fixada; se é irreparável e há instabilidade, a prótese pode devolver o apoio. A qualidade da reconstrução e as lesões associadas determinam a escolha.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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