Na capsulite adesiva do ombro, a perda de movimento inicia-se comumente pela
- flexão.
- extensão.
- rotação medial.
- rotação lateral.
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Conceito-chave
Capsulite adesiva (ombro congelado). É a perda progressiva e dolorosa do movimento ativo e passivo do ombro por inflamação e fibrose da cápsula glenoumeral. Atinge sobretudo mulheres de 40 a 60 anos, com associação forte com diabetes e doenças da tireoide. O que separa a capsulite de uma tendinopatia do manguito é exatamente isto: na capsulite o movimento passivo também está limitado, porque o obstáculo é a cápsula, não a dor ou a fraqueza do tendão.
Patologia. Bunker e Anthony mostraram que o tecido retraído lembra a doença de Dupuytren: fibroblastos e miofibroblastos produzindo colágeno, com o processo concentrado no intervalo dos rotadores e no ligamento coracoumeral. A artroscopia mostra sinovite vascular e uma cápsula espessa e contraída, com volume articular reduzido.
A ordem em que o movimento se perde, segundo a referência da banca. A questão cita o Campbell (10ª edição, p. 2350). Ali, a descrição clínica é a de que o primeiro movimento a se perder é a rotação interna (medial), seguida da elevação anterior e, por fim, da rotação lateral. Na prática, a rotação interna é a primeira queixa funcional: o paciente percebe cedo que não consegue levar a mão às costas (prender o sutiã, pôr a carteira no bolso de trás), e o exame mostra a mão subindo menos pela coluna.
Por que a outra resposta é tão tentadora. Outra parte da literatura descreve a rotação lateral como o movimento mais limitado e o sinal mais característico: o ligamento coracoumeral e o intervalo dos rotadores, as primeiras estruturas fibrosadas, ficam tensos em rotação lateral com o braço aduzido. É por isso que a liberação do intervalo dos rotadores devolve rotação lateral (cobrado no TARO 2010 e no TEOT 2021). Mas "mais limitado" e "o primeiro a se perder" são perguntas diferentes, e esta questão pergunta pelo início, na linha do livro que ela cita.
Fases clínicas.
| Fase | Duração aproximada | Predomínio |
|---|---|---|
| Dolorosa (congelamento) | 2 a 9 meses | Dor intensa, perda progressiva |
| Rígida (congelada) | 4 a 12 meses | Rigidez com menos dor |
| Descongelamento | 5 a 24 meses | Recuperação gradual do movimento |
Tratamento. Analgesia, infiltração intra-articular de corticoide na fase dolorosa, fisioterapia de alongamento suave e, na falha, dilatação hidráulica, manipulação sob anestesia ou liberação capsular artroscópica.
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