Na imagem de ressonância magnética a seguir, a estrutura com lesão apontada pelas setas corresponde ao

- tendão distal do braquial.
- ligamento colateral lateral ulnar.
- tendão distal do bíceps braquial.
- tendão distal do tríceps braquial.
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Conceito-chave
Como achar o bíceps distal na ressonância. O tendão distal do bíceps desce pela fossa cubital, lateral à artéria braquial e ao mediano, e mergulha em direção à tuberosidade do rádio, girando cerca de 90 graus. Por ser oblíquo, é difícil vê-lo inteiro nos cortes padrão; os axiais acompanham o tendão em sequência, e a posição FABS (flexão, abdução do ombro e supinação, com o paciente em decúbito ventral e o braço acima da cabeça) mostra o tendão em um só corte até a inserção.
Os sinais de lesão. Completa: ausência do tendão na tuberosidade, coto retraído com líquido ao redor, edema e hematoma na fossa cubital. Parcial: tendão espessado ou afilado, com hipersinal em T2 perto da inserção, e bursite bicipitorradial (entre o tendão e a tuberosidade). O lacerto fibroso íntegro limita a retração, e a lesão pode parecer menor do que é.
Quem rompe e como. Homem de meia-idade, contração excêntrica contra carga, estalo, dor e equimose, Popeye reverso. O hook test é positivo (não se consegue enganchar o tendão pela lateral com o cotovelo fletido e supinado). Tabagismo e anabolizantes aumentam o risco.
Os outros tendões. O braquial fica mais profundo, sobre a cápsula, e vai à tuberosidade da ulna. O tríceps fica atrás, no olécrano; sua ruptura é rara e está ligada a anabolizantes, insuficiência renal e hiperparatireoidismo. O colateral ulnar lateral vai do epicôndilo lateral à crista do supinador, na face lateral.
Na prova: tendão anterior da fossa cubital indo à tuberosidade do rádio = bíceps distal; FABS mostra o tendão em um corte.
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