No reparo cirúrgico da lesão do tendão distal do bíceps braquial, utilizando-se a técnica de via única, a estrutura anatômica mais comumente lesionada é a sinalizada pela seta de número

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Conceito-chave
A via anterior única. No reparo do bíceps distal por uma incisão anterior (transversa na prega ou longitudinal), o tendão é recuperado e fixado na tuberosidade do rádio com botão cortical, âncoras ou parafuso de interferência. A via é elegante e tem baixa taxa de ossificação heterotópica, mas atravessa uma região cheia de estruturas.
O nervo mais lesado. O nervo cutâneo lateral do antebraço, ramo terminal sensitivo do musculocutâneo, emerge entre o bíceps e o braquial, lateral ao tendão do bíceps, e corre no subcutâneo junto à veia cefálica, cruzando o campo. É estirado pelos afastadores ou lesado na dissecção. A complicação é parestesia na face lateral do antebraço, geralmente transitória. É a complicação neurológica mais comum da via anterior.
As outras estruturas em risco. O interósseo posterior, ao passar pelo supinador perto do colo do rádio: lesado por afastadores ao redor do rádio ou por brocas e fios que atravessam a cortical dorsal; a supinação e a direção ulnar da broca protegem. O ramo superficial do radial, lateral, sob o braquiorradial. A artéria radial e as veias recorrentes radiais (o leque de Henry), que cruzam o campo e sangram. O mediano e a artéria braquial, mediais ao tendão.
Na técnica de duas incisões. O risco dominante muda para a ossificação heterotópica e a sinostose radioulnar, e o interósseo posterior fica protegido pela pronação na incisão posterior.
Na prova: no reparo do bíceps distal por via anterior única, a estrutura mais lesada é o nervo cutâneo lateral do antebraço.
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