A luxação anterior inveterada do ombro ocorre mais frequentemente de forma
- traumática em paciente acima de 50 anos.
- traumática em pacientes abaixo de 50 anos.
- atraumática em pacientes acima de 50 anos.
- atraumática em pacientes abaixo de 50 anos.
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Conceito-chave
O que é a luxação inveterada. É a luxação do ombro que permanece sem redução por mais de cerca de 3 semanas (alguns autores usam 2 a 4). A cabeça se acomoda fora da glenoide, as partes moles contraem, surgem fibrose e ossificação, e o defeito da cabeça (Hill-Sachs ou McLaughlin) aumenta pelo atrito contra a borda da glenoide.
Quem é o paciente típico. Na luxação anterior inveterada, o perfil é o idoso, acima de 50 anos, muitas vezes com déficit cognitivo, demência, AVC, alcoolismo ou restrição de mobilidade, em que a luxação ocorre com trauma mínimo ou sem trauma reconhecido (uma queda banal, um movimento na cama) e passa despercebida. Como a dor pode ser tolerável e o paciente se adapta, o diagnóstico chega tarde. Na luxação posterior, o contexto é a convulsão e a eletrocussão.
Como tratar. Depende do tempo, do defeito da cabeça, da demanda e das condições clínicas. Em pacientes pouco exigentes, com pouca dor e função aceitável, pode-se aceitar a luxação e reabilitar. A redução fechada só é tentada nas primeiras semanas e com cuidado, pelo risco de fratura do úmero e de lesão vascular (a artéria axilar fica aderida). A redução aberta é indicada quando a cabeça é viável, com reconstrução do defeito (enxerto) ou da glenoide (Latarjet ou bloco ósseo). Com cabeça destruída ou defeito acima de 40 a 50%, artroplastia, geralmente reversa no idoso.
O cuidado mais importante. Luxação antiga reduzida à força é uma armadilha: a artéria axilar e o plexo podem estar aderidos à cabeça luxada.
Na prova: luxação anterior inveterada é mais comum em idosos acima de 50 anos, com trauma mínimo ou não reconhecido (aparentemente atraumática).
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