Na instabilidade do ombro originada por lesão do manguito rotador, o perfil epidemiológico é de pacientes com idade
- maior que 40 anos e do sexo feminino.
- menor que 40 anos e do sexo feminino.
- maior que 40 anos e do sexo masculino.
- menor que 40 anos e do sexo masculino.
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Conceito-chave
Duas instabilidades diferentes. No jovem, a luxação traumática anterior arranca o complexo capsulolabral da glenoide (Bankart), com o manguito íntegro, e o problema é a recidiva. No paciente acima de 40 anos, a cápsula e o manguito já são mais rígidos e degenerados; a cabeça, ao sair, rompe o manguito (o "mecanismo posterior", que arranca o supraespinal e o infraespinal do tubérculo maior) ou, quando anterior, o subescapular. A recidiva é menos comum, mas a perda de função é maior.
O perfil epidemiológico. A instabilidade associada à lesão do manguito predomina em homens acima de 40 anos, reflexo da maior incidência de luxações traumáticas em homens e da degeneração tendínea com a idade. A probabilidade de lesão do manguito após luxação aumenta muito depois dos 40 e passa de metade dos casos acima dos 60.
A tríade terrível do ombro. Luxação anterior, lesão do manguito e lesão do nervo axilar (ou do plexo). O erro clássico é atribuir toda a fraqueza ao nervo e esperar: todo paciente acima de 40 anos que, 2 a 3 semanas após a luxação, não eleva o braço, precisa de ultrassom ou ressonância para o manguito. O reparo precoce da lesão aguda do manguito traz melhores resultados e, muitas vezes, resolve a instabilidade.
Os outros achados. Fratura do tubérculo maior também é comum nessa faixa etária e funciona como equivalente ósseo da lesão do manguito; desvios acima de 5 mm (ou 3 mm em atletas de arremesso) pedem fixação.
Na prova: instabilidade com lesão do manguito = homens acima de 40 anos; pense em manguito quando o idoso não eleva o braço após luxar.
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