Na avaliação radiográfica da osteoartrite primária do ombro, o padrão típico de apresentação da cabeça umeral, na incidência axilar, é de subluxação
- inferior.
- anterior.
- superior.
- posterior.
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Conceito-chave
A radiografia da artrose primária. Na osteoartrite primária do ombro, com manguito íntegro, os achados clássicos são: redução do espaço articular, esclerose subcondral, cistos, o grande osteófito inferior da cabeça (em "barba de bode" ou anel) e, na incidência axilar, subluxação posterior da cabeça com desgaste posterior da glenoide.
Por que a cabeça vai para trás. A cápsula anterior e o subescapular se contraturam, empurrando a cabeça para trás. A carga fica excêntrica, a glenoide posterior gasta, a retroversão aumenta e a subluxação progride. A tomografia quantifica isso pela classificação de Walch (A centrada, B subluxada posteriormente, C displásica, D anteriorizada) e mede a versão e a subluxação para o planejamento.
Como separar de outras artropatias. Na artropatia do manguito, a cabeça migra para cima: distância acromioumeral abaixo de 7 mm, acetabularização do acrômio e femoralização da cabeça (classificação de Hamada). Na artrite reumatoide, o desgaste é central e medial, com osteopenia, erosões e poucos osteófitos. Na artrose pós-instabilidade e após capsulorrafias apertadas, a cabeça pode ser empurrada para trás (artropatia de capsulorrafia).
O que isso muda na cirurgia. Com glenoide posterior gasta e cabeça subluxada, a prótese anatômica precisa corrigir a versão (fresagem assimétrica, componente aumentado, enxerto) e reequilibrar partes moles; em glenoides muito comprometidas no idoso, prefere-se a reversa.
Na prova: artrose primária do ombro na axilar = subluxação posterior da cabeça com desgaste posterior da glenoide; artropatia do manguito = migração superior.
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