Na artroplastia do ombro, o stress shielding proximal do úmero ocorre por
- press fit diafisário.
- press fit metafisário.
- cabeça umeral grande.
- cimentação metafisária.
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Conceito-chave
O stress shielding (em tradução livre, "proteção contra carga") é uma consequência da lei de Wolff: o osso que deixa de receber carga é reabsorvido pelo corpo.
Na prótese do ombro, a haste do componente umeral é colocada dentro do canal do úmero. Onde ela fica mais apertada contra o osso, é ali que a carga passa. Se a haste fica presa principalmente na diáfise (o corpo do osso, mais abaixo), num encaixe apertado chamado press fit diafisário, a carga que chega pela cabeça protética desce pela haste e vai direto para a diáfise, "pulando" a metáfise (a parte larga de cima do úmero, logo abaixo da cabeça). Sem carga, o osso de cima vai sendo reabsorvido: as tuberosidades afinam e a cortical perto da cabeça some.
Isso tem consequências: as tuberosidades, onde o manguito se prende, ficam fracas; uma futura revisão fica difícil por falta de osso; e o risco de fratura aumenta.
Esse problema impulsionou a evolução das próteses. Das hastes longas, presas na diáfise, passou-se às hastes curtas, presas na metáfise, e depois aos implantes sem haste (*stemless*), que se apoiam só no osso esponjoso da metáfise. Eles carregam o osso de cima e preservam o estoque ósseo. A limitação é que exigem osso metafisário de boa qualidade.
Por isso, o press fit metafisário é a solução, e não a causa, do stress shielding proximal.
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