No Rotator Cuff Healing Index, é fator de risco independente para falha de cicatrização
- o tabagismo.
- o sexo feminino.
- o diabetes mellitus.
- a alta demanda laboral.
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Conceito-chave
O índice de cicatrização do manguito. O Rotator Cuff Healing Index (RoHI), proposto por Kwon e colaboradores, estima o risco de o tendão não cicatrizar após o reparo, somando seis fatores independentes: idade (acima de 70 anos), tamanho anteroposterior da lesão (acima de cerca de 25 mm), retração (até a glenoide), infiltração gordurosa do infraespinal, densidade mineral óssea baixa e nível de atividade laboral, com o trabalho braçal pesado contando como risco.
Por que a demanda laboral pesa. O tendão reparado leva meses para ganhar resistência, e o reparo vive das suturas e âncoras nesse período. Quem volta a trabalho pesado impõe carga repetida sobre um reparo imaturo, com mais falha. A densidade óssea baixa pesa porque o tubérculo maior osteoporótico segura pior a âncora.
Os fatores que ficaram de fora. Tabagismo, diabetes e sexo são associados a pior resultado em alguns estudos, mas não entraram no índice como fatores independentes na análise que o gerou. Isso não quer dizer que não importem na clínica: tabagismo e diabetes mal controlado atrapalham a biologia do tendão e merecem ser corrigidos.
Como usar. Com escore baixo, a chance de cicatrizar é alta, e o reparo simples é bom. Com escore alto, discutem-se reforços (patches, enxertos), reparo parcial, reconstrução capsular superior ou, no idoso, a artroplastia reversa, e alinham-se expectativas com o paciente.
Na prova: o RoHI inclui idade, tamanho, retração, gordura do infraespinal, densidade óssea e demanda laboral; tabagismo, diabetes e sexo não entram.
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