Na instabilidade posterior do ombro, é fator preditor de falha do tratamento conservador
- anteversão da glenoide.
- idade acima de 40 anos.
- mecanismo atraumático.
- lesão de HILL-SACHS reversa.
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Conceito-chave
A instabilidade posterior do ombro é bem menos comum que a anterior e costuma passar despercebida, porque raramente aparece como uma luxação clara. O paciente típico sente dor e sensação de falseio ao empurrar: supino, flexões no chão, bloqueios em esportes de contato. Para encontrá-la, o examinador usa testes específicos, como o *jerk test* (braço à frente, rodado para dentro, empurrando para trás, procurando um ressalto) e o teste de Kim.
Ela costuma responder bem ao tratamento sem cirurgia, com fortalecimento dos músculos que estabilizam a escápula e o ombro, principalmente quando não houve trauma. Por isso é útil saber quem vai falhar.
Os fatores de falha apontam para o mesmo lado: uma lesão estrutural, sobretudo óssea.
A lesão de Hill-Sachs reversa (também chamada lesão de McLaughlin) é um afundamento na parte da frente da cabeça do úmero, causado pela batida contra a borda de trás da glenoide durante a luxação posterior. É um defeito de osso: a cabeça perde parte da superfície que a mantém no lugar e volta a escapar, por mais forte que o paciente fique. Nenhum fortalecimento preenche um buraco no osso.
Outros fatores de falha: glenoide muito inclinada para trás (retroversão aumentada), perda de osso na borda de trás da glenoide, mecanismo traumático com lesão do lábio e *jerk test* que dói (em vez de apenas estalar sem dor).
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