Na reabilitação pós-operatória do ombro, o exercício passivo que promove maior ativação do músculo supraespinal é o
- da polia.
- pêndulo de CODMAN.
- movimento assistido por fisioterapeuta.
- aparelho de movimento passivo contínuo (CPM).
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Conceito-chave
Depois de uma sutura do manguito rotador, a reabilitação vive um dilema. Mexer o ombro cedo evita a rigidez, mas nas primeiras semanas o tendão ainda está cicatrizando e a sutura é frágil. Por isso, no início, só se fazem exercícios ditos passivos, em que o músculo operado não deveria trabalhar.
O problema é que "passivo" nem sempre é passivo de verdade. Estudos com eletromiografia, que mede a atividade elétrica dos músculos, mostraram que vários desses exercícios ativam o manguito, e uns muito mais que outros.
O exercício da polia foi o que mais ativou o supraespinhal entre os citados. O paciente puxa uma corda com o braço bom para elevar o braço operado. Mas o braço operado não fica totalmente solto: ele participa do controle da subida e da descida contra a gravidade. E, como o paciente costuma fazer sozinho, muitas vezes acelera ou força o fim do movimento.
Na outra ponta estão os exercícios mais "silenciosos":
O pêndulo de Codman: o paciente inclina o tronco para a frente e deixa o braço pendurado, balançando pelo movimento do corpo. Feito corretamente, o braço fica solto e o músculo quase não trabalha.
O movimento assistido pelo fisioterapeuta, que controla a velocidade e o arco e corrige o paciente para que relaxe.
O CPM (movimento passivo contínuo), em que uma máquina move o braço sem participação do paciente.
A conclusão prática é que a polia, apesar de barata e popular, deve ser introduzida com critério na fase inicial.
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