Quanto às complicações da cirurgia de LATARJET,
- a incidência de infecção é de cerca de 10%.
- hematoma ocorre em cerca de 1 a 2% dos casos.
- 5% dos casos evoluem com osteoartrite, em média.
- o número de parafusos não altera a taxa de consolidação.
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Conceito-chave
O Latarjet é uma cirurgia muito eficaz para a luxação anterior recidivante do ombro: a ponta do processo coracoide é parafusada na frente da glenoide, e a recidiva da luxação fica baixa. Mas a cirurgia passa por uma região apertada, perto de nervos e vasos, e tem complicações que vale conhecer, cada uma com sua ordem de grandeza.
Nervos. O musculocutâneo (que entra no coracobraquial, músculo que vai junto com o coracoide) e o axilar (perto da cápsula de baixo) podem ser esticados. Na maioria das vezes, a lesão é temporária.
Enxerto e parafusos. O bloco de osso pode não consolidar, ser parcialmente reabsorvido ou quebrar, e os parafusos podem soltar ou incomodar. Esse grupo é a principal causa de nova cirurgia. O número de parafusos importa: dois parafusos dão mais estabilidade e mais consolidação do que um só.
Hematoma. Acontece em cerca de 1 a 2% dos casos, compatível com uma dissecção perto de vasos.
Infecção. Em torno de 1%, como nas outras cirurgias eletivas e limpas do ombro. Muito longe de 10%.
Artrose. É a complicação mais importante a longo prazo, e as séries com acompanhamento longo mostram taxas bem acima de 5%. O fator técnico que mais a favorece é o enxerto colocado saliente, para fora da borda da glenoide, que passa a bater na cartilagem da cabeça do úmero. Por isso o enxerto deve ficar rente à borda.
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