Na artroplastia reversa, é fator de risco para ocorrência de fratura por estresse do acrômio e/ou da espinha da escápula
- a distalização do úmero.
- a medialização do úmero.
- a medialização do centro de rotação.
- o parafuso superior direcionado ao processo coracoide.
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Conceito-chave
A fratura por estresse do acrômio ou da espinha da escápula é uma complicação característica da prótese reversa do ombro. Para entendê-la, é preciso lembrar como essa prótese funciona: ela depende de tensionar o deltoide, que passa a ser o único músculo a elevar o braço. E o deltoide nasce justamente no acrômio e na espinha da escápula.
Tudo o que aumenta a tensão do deltoide aumenta a carga sobre o osso onde ele se prende. A distalização do úmero, ou seja, abaixar o úmero e alongar o braço, é o fator mais ligado a essa fratura. Abaixar o úmero estica o deltoide, o que dá força e estabilidade à prótese. Mas, em excesso, o músculo puxa o acrômio com força a cada contração, e esse osso fino vai sofrendo microfraturas até quebrar.
Por isso, o planejamento moderno busca a distalização suficiente para estabilizar a prótese, sem exagero.
Outros fatores de risco: sexo feminino, osteoporose, artrite reumatoide, acrômio afinado por cirurgias anteriores e o parafuso de cima da base da prótese apontado para a espinha da escápula, que cria um ponto de fragilidade na zona de fratura. Já o parafuso apontado para o processo coracoide é o trajeto recomendado, porque a base do coracoide tem o melhor osso da escápula.
A classificação de Levy divide essas fraturas pelo local: na frente do acrômio, mais atrás no acrômio ou na espinha da escápula. As duas últimas causam mais perda de função.
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