No tratamento da osteoartrite acromioclavicular, a ressecção distal da clavícula por artroscopia é eficaz na preservação dos ligamentos acromioclaviculares
- anterior e inferior.
- posterior e inferior.
- anterior e superior.
- posterior e superior.
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Conceito-chave
A articulação acromioclavicular une a ponta da clavícula ao acrômio, no alto do ombro. Dois grupos de ligamentos a estabilizam, cada um numa direção.
Os ligamentos coracoclaviculares (conoide e trapezoide), que ligam o processo coracoide à clavícula, impedem a clavícula de subir: são os freios verticais.
Os ligamentos acromioclaviculares, que envolvem a própria articulação como uma cápsula reforçada, impedem a clavícula de deslizar para trás e para a frente: são os freios horizontais. Os mais importantes são o superior e o posterior.
Na artrose acromioclavicular, uma opção é retirar alguns milímetros da ponta da clavícula, para que os ossos gastos parem de se tocar (ressecção distal da clavícula, ou procedimento de Mumford). Na cirurgia aberta, feita por cima, o cirurgião precisa cortar a cápsula de cima e de trás para chegar ao osso. Mesmo costurada depois, ela nem sempre volta a segurar bem. A clavícula, agora mais curta, passa a escorregar para trás e bater no acrômio, mantendo a dor. Essa instabilidade horizontal é a principal causa de mau resultado.
Na artroscopia, o cirurgião chega à articulação por baixo, retira o osso e deixa intactos os ligamentos superior e posterior. Essa preservação, mais do que a incisão menor, é a verdadeira vantagem do método.
Dois cuidados: não retirar osso demais, para não chegar perto dos coracoclaviculares, e garantir que a parte de cima e de trás da clavícula foi retirada por completo, porque é a mais difícil de alcançar e, se sobrar, continua doendo.
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