No tratamento cirúrgico da epicondilite lateral, uma das estruturas que impede a retração distal do extensor radial curto do carpo é
- a cápsula articular.
- o ligamento anular.
- o extensor ulnar do carpo.
- o ligamento colateral lateral.
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Conceito-chave
A epicondilite lateral é uma degeneração da origem do tendão do extensor radial curto do carpo, no epicôndilo lateral do úmero. Quando o tratamento sem cirurgia falha, a cirurgia retira o tecido degenerado dessa origem e, em algumas técnicas, solta o tendão do osso.
Surge uma dúvida lógica: se o tendão é solto, por que o músculo não escorrega para baixo e o paciente não perde força para estender o punho?
A resposta está nas outras "amarras" do tendão. A principal é a cápsula articular: a face profunda da origem do extensor radial curto é colada à cápsula da frente e de fora do cotovelo, que a mantém presa ao úmero. Além disso, por cima, o tendão se funde com o do extensor comum dos dedos. Preso por baixo e por cima, ele não retrai mesmo depois da liberação.
Essa relação com a cápsula também explica por que a cirurgia pode ser feita por artroscopia: de dentro da articulação, o cirurgião alcança a face profunda do tendão atravessando a cápsula.
O cuidado mais importante da cirurgia é com o ligamento colateral ulnar lateral, que passa logo atrás e mais fundo que a origem do extensor radial curto. Ele não pode ser lesado. A regra prática é não avançar a ressecção para trás do meio da cabeça do rádio. Se esse ligamento for cortado, o cotovelo fica instável (instabilidade rotatória posterolateral), a complicação mais temida dessa cirurgia.
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