É característica do ombro do arremessador uma
- discinesia escapular.
- rotação lateral diminuída.
- laxidão capsular posterior.
- cadeia cinética do arremesso normal.
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Conceito-chave
O ombro de quem arremessa repetidamente (no vôlei, handebol, beisebol, tênis) se adapta ao esporte. Para armar o braço bem para trás, o atleta precisa de muita rotação externa, e o corpo responde: a cápsula da frente fica mais frouxa e a cápsula de trás e de baixo fica retraída. O resultado é um ombro com rotação externa aumentada e rotação interna diminuída. Essa perda de rotação interna recebe a sigla GIRD (do inglês *glenohumeral internal rotation deficit*). Até certo ponto, é uma adaptação normal; passando de certo limite, vira doença e leva a lesões como o impacto interno e a lesão SLAP.
Outra característica central do ombro do arremessador é a discinesia escapular: uma alteração no movimento e na posição da escápula. A escápula é o elo que transmite a energia gerada nas pernas e no tronco até o braço. Quando os músculos que a estabilizam (como o serrátil anterior e o trapézio inferior) cansam ou ficam desequilibrados, ela deixa de girar e inclinar como deveria. O ombro passa a trabalhar em posição desfavorável e sofre mais.
Isso faz parte do conceito de cadeia cinética: o arremesso não é só do braço. Boa parte da força vem das pernas e do tronco. Se algum elo falha, o ombro compensa e se sobrecarrega.
Por isso, o tratamento começa pela reabilitação: alongar a cápsula de trás (exercícios como o *sleeper stretch*), estabilizar a escápula e corrigir a cadeia cinética. A cirurgia fica reservada e costuma ser conservadora.
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