O design da artroplastia total reversa que melhor recria os braços de momento de um ombro normal é aquele com glenosfera e componente umeral, respectivamente,
- lateralizada e inlay de 135°.
- medializada e inlay de 135°.
- lateralizada e onlay de 145°.
- medializada e onlay de 145°.
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Conceito-chave
A prótese reversa original, de Grammont, funciona colocando o centro de rotação para dentro (medializado), junto à glenoide. Isso dá força ao deltoide, mas tem dois custos.
O primeiro é o notching: com o úmero perto da escápula, a borda da peça de polietileno bate na borda da escápula quando o braço desce e desgasta o osso.
O segundo é a perda de braço de alavanca dos rotadores. Os tendões que sobraram (subescapular na frente, infraespinhal e redondo menor atrás) ficam mais perto do centro de rotação e perdem força para girar o braço, principalmente para fora.
Além disso, a haste do úmero original tinha uma inclinação de cerca de 155 graus, bem mais "deitada" que o colo natural do úmero (por volta de 130 a 135 graus), o que piora o notching.
Os desenhos modernos atacaram esses problemas:
Lateralizar a glenosfera (com uma peça mais afastada da escápula ou com enxerto ósseo atrás dela) afasta o úmero da escápula, devolve alavanca aos rotadores e faz o deltoide envolver melhor a cabeça, como no ombro normal.
Usar uma haste de 135 graus do tipo inlay (encaixada dentro do osso, e não apoiada sobre o corte) aproxima a inclinação da anatomia natural e afasta a borda do polietileno da escápula.
A combinação glenosfera lateralizada com haste inlay de 135 graus é a que mais se aproxima da mecânica do ombro normal. O preço: lateralizar aumenta a força sobre a fixação na glenoide e a tensão no deltoide, com risco de fratura do acrômio.
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