Na cirurgia de LATARJET recomenda-se, para elevar o potencial de consolidação,
- a técnica do arco congruente.
- o posicionamento oblíquo dos parafusos.
- o comprimento do enxerto acima de 2 cm.
- o posicionamento inferiorizado do enxerto.
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Conceito-chave
No Latarjet, a ponta do processo coracoide é parafusada na frente da glenoide para tratar a luxação anterior recidivante do ombro. Para que esse bloco de osso consolide, vale uma regra biológica, a lei de Wolff: o osso que recebe carga se mantém e consolida; o osso que não recebe carga é reabsorvido.
Os estudos com tomografias seriadas mostraram exatamente isso. As partes do enxerto que ficam comprimidas contra a glenoide pelos parafusos e as que recebem o apoio da cabeça do úmero consolidam. As partes que ficam fora da zona de carga, sobretudo a de cima e a superficial, são reabsorvidas.
Daí a recomendação da questão: posicionar o enxerto inferiorizado, na metade de baixo da glenoide (entre as posições de 3 e 5 horas, olhando a glenoide como um relógio). Ali ele fica na zona onde a cabeça do úmero se apoia e recebe carga. E é também ali que a perda de osso da instabilidade anterior costuma acontecer, então ele fica exatamente onde é necessário.
Um enxerto colocado alto fica fora do caminho da cabeça: não bloqueia a luxação e ainda é reabsorvido.
Outras regras de posicionamento: o enxerto deve ficar rente à borda da glenoide, nunca saliente (um enxerto que sobra para fora bate na cabeça e causa artrose), e os parafusos devem ficar paralelos à superfície da articulação, comprimindo o bloco de forma uniforme.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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