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Questão de Fraturas do úmero proximal e da escápula (TECOC/SBCOC Ombro e Cotovelo)

Ombro e cotoveloFraturas do úmero proximal e da escápulaTECOC/SBCOC Ombro e Cotovelo

Na artrodese escapulotorácica, a posição ideal da escápula é em

  1. 15° de adução.
  2. 20° de abdução.
  3. adução máxima.
  4. abdução máxima.
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Gabarito: B · 20° de abdução.

Conceito-chave

A escápula fica "colada" ao tórax por músculos, principalmente o serrátil anterior e o trapézio. Quando esses músculos não funcionam, a escápula fica solta e se descola das costelas. Sem uma base firme, o deltoide e o manguito, mesmo saudáveis, não conseguem elevar o braço, porque puxam contra uma escápula que se move.

A artrodese escapulotorácica fixa a escápula diretamente às costelas, com placas, fios e enxerto ósseo. Ela troca a mobilidade da escápula por estabilidade: com a escápula fixa, o deltoide finalmente tem um ponto de apoio para elevar o braço.

A indicação mais clássica é a distrofia muscular facioescapuloumeral, uma doença genética em que os músculos que prendem a escápula enfraquecem progressivamente, mas o deltoide costuma ser poupado. Uma transferência de tendão não resolveria, porque usaria músculos que também vão adoecer. Também entra em casos de paralisia do serrátil ou do trapézio quando as transferências falharam.

A posição de fusão segue a lógica de qualquer artrodese: a posição funcional, e não um extremo. A escápula é fixada em cerca de 20 graus de abdução, ou seja, com a ponta de baixo da escápula girada um pouco para fora, como ela fica normalmente quando elevamos o braço à frente. Isso deixa a glenoide virada para o campo de trabalho.

Por fixar fios e placas junto às costelas, a cirurgia tem riscos próprios, como pneumotórax e fratura de costela, e é preciso avaliar a função pulmonar antes.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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