A lesão tendínea distal do bíceps braquial tem como fator de risco o uso de
- macrolídeos.
- tetraciclinas.
- cefalosporinas.
- fluoroquinolonas.
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Conceito-chave
As fluoroquinolonas e o tendão. Ciprofloxacino, levofloxacino, moxifloxacino e similares causam tendinopatia e ruptura tendínea, com alerta formal das agências reguladoras. O mecanismo é multifatorial: quelação do magnésio do tenócito, ativação de metaloproteinases, redução da síntese de colágeno e da proliferação celular, e dano mitocondrial. O resultado é um tendão degenerado em pouco tempo.
Quem corre mais risco. O tendão calcâneo é o mais afetado, com cerca de 90% dos casos, muitas vezes bilateral. O risco é maior em idosos (acima de 60 anos), em uso de corticoide sistêmico (o risco se multiplica), com insuficiência renal, transplantados e atletas. Os sintomas aparecem geralmente nas primeiras semanas, mas podem surgir até meses após a suspensão. Qualquer tendão pode ser acometido, inclusive o bíceps distal e o manguito.
Os outros fatores da ruptura do bíceps distal. Sexo masculino, idade entre 40 e 60 anos, tabagismo (risco muito aumentado), uso de anabolizantes e corticoide, obesidade e atividades com carga excêntrica. A hipovascularização na zona entre a junção e a inserção, e o atrito do tendão contra a tuberosidade do rádio na pronação, contribuem para a degeneração.
Os outros antibióticos. Macrolídeos, tetraciclinas e cefalosporinas não têm associação consistente com ruptura tendínea. As tetraciclinas têm outros efeitos ortopédicos (depósito em osso e dentes em crescimento), e os macrolídeos, efeitos cardíacos e interações.
Na prova: antibiótico com risco de ruptura tendínea = fluoroquinolona, sobretudo em idoso com corticoide; o tendão mais afetado é o calcâneo.
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