A ruptura do tendão do bíceps braquial em sua inserção distal ocorre predominantemente em homens:
- de meia-idade, com o cotovelo em flexão de 90 graus
- de meia-idade, com o cotovelo em extensão
- jovens, com o cotovelo em flexão de 90 graus
- jovens, com o cotovelo em extensão
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Conceito-chave
A ruptura do tendão distal do bíceps, que se prende no rádio logo abaixo do cotovelo, tem um perfil tão típico que quase se faz o diagnóstico pela história.
O paciente costuma ser homem, de meia-idade (por volta dos 40 aos 60 anos), muitas vezes no braço dominante, e o tabagismo e o uso de anabolizantes aumentam o risco. Em mulheres, a lesão é rara.
O mecanismo é uma carga inesperada que força a extensão de um cotovelo que está dobrado a cerca de 90 graus, fazendo força. Por exemplo: segurar uma caixa pesada que escorrega, ou tentar segurar algo que cai. Nessa posição, o bíceps está contraído; quando o peso vence, o músculo é esticado à força (contração excêntrica) e o tendão é arrancado do osso.
A idade importa porque, na meia-idade, o tendão já passou por um desgaste prévio, perto da inserção, numa região com pouca irrigação. No jovem, com tendão saudável, essa ruptura é incomum.
No exame, há dor e estalo na dobra do cotovelo, hematoma, o volume do bíceps sobe no braço, e o teste do gancho não encontra o tendão: com o cotovelo a 90 graus e a palma girada para cima com força, o examinador tenta enganchar o dedo por baixo do tendão, entrando pelo lado de fora, e não há nada para enganchar.
A principal perda de força é na supinação (girar a palma para cima), mais do que na flexão. Por isso, no paciente ativo, a indicação é reinserir o tendão no lugar certo.
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