Na osteoartrose glenoumeral, o osteófito mais comum é o:
- inferior e anterior
- inferior e posterior
- superior e anterior
- superior e posterior
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Conceito-chave
A artrose primária do ombro tem um padrão característico: o desgaste é mais na parte de trás. A cápsula da frente e o subescapular ficam retraídos e empurram a cabeça do úmero para trás. A cabeça, deslocada, concentra carga na parte de trás da glenoide, que se desgasta, inclinando a glenoide ainda mais para trás, o que empurra mais a cabeça. É um ciclo que se retroalimenta. A classificação de Walch descreve essas formas de desgaste.
Em resposta a essa carga anormal, o úmero forma osteófitos (bicos de osso) ao redor do colo anatômico, a borda da cabeça. Eles não são iguais em toda a volta. O maior e mais constante é o inferior, que se estende para trás, com um aspecto alongado que lembra uma barba pendurada na cabeça do úmero, por isso o apelido de "barba de bode". A posição inferior e posterior acompanha o sentido da doença: é onde a cápsula é mais puxada pelo deslocamento posterior e onde a carga se concentra.
Na prótese, esse osteófito precisa ser retirado, porque prende a cápsula de baixo, limita a rotação externa e atrapalha a identificação do colo verdadeiro na hora do corte.
Um contraste útil: na artrose primária, o manguito rotador está íntegro, então a cabeça vai para trás, e não para cima. Se a cabeça sobe, a doença é outra: a artropatia do manguito.
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